O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, irá retomar os voos internacionais a partir de 2028 e só precisa de alguns detalhes burocráticos. Assim, o que já era provável, agora se tornou praticamente oficial, segundo a Aena, concessionária responsável pela administração do espaço, que fica na zona sul da capital paulista.
Agora, o aeroporto de Congonhas novamente recebe a liberação da SAC (Secretaria Nacional de Aviação Civil) para operar voos comerciais a outros países. Essa secretaria está vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos e deu o parecer favorável para o retorno.
Desse modo, o espaço irá receber voos internacionais após intervalo de 20 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 2008, um ano depois do trágico acidente com um voo de Porto Alegre, quando o avião não conseguiu frear, atingiu um hangar no outro lado da rua e deixou centenas de mortos.
Aeroporto de Congonhas foca distâncias mais curtas

No entanto, a volta dos voos internacionais ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, será limitada. Isso porque o foco principal será em distâncias curtas, para países principalmente da América do Sul.
Atualmente, apenas o aeroporto de Guarulhos faz voos mais longos para fora do país. E, hoje, é o de maior movimento no país, recendo uma demanda alta e muito fluxo de pessoas vindas de diversos lugares.
Segundo a Aena, esse projeto de internacionalização faz parte de um investimento de R$ 2,5 bilhões. Isso para garantir a modernização do espaço, que segue em andamento, seguindo os cronogramas iniciais. Depois a concessionária emitiu uma nota, onde comemora a manifestação favorável à retomada dos voos.
A manifestação da SAC reconhece que a proposta da Aena está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Aviação Civil (PNAC) e ao Plano Aeroviário Nacional (PAN), após a análise técnica dos estudos de demanda, utilização da infraestrutura e do plano de ampliação do aeroporto
Concessionária espera novo terminal
Entretanto, para a retomada desses voos internacionais a partir de 2028, é necessário concluir o novo terminal. Neste caso, agora apenas depende do andamento das obras, dentro da normalidade.
Além disso, ainda precisa da autorização prévia da Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e Receita Federal. E, também, precisa da oficialização por parte da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Para Keber Meira, diretor-executivo do aeroporto de Guarulhos, uma das vantagens desse espaço é ficar em uma região central. Além disso, aposta no conforto e em serviços considerados de primeira linha para servir como referência em embarques internacionais nos próximos anos.









