Bruno de Oliveira Zeni, 30 anos, está preso desde a noite desta quinta-feira (19), acusado de feminicídio contra a mãe de seu filho, a técnica de enfermagem Mariane Lima Alves, 27 anos. O crime aconteceu na noite de terça (17), em Diadema, na região do Grande ABCD, onde eles viviam.
Por conta do crime contra Mariane, ele está em prisão temporária, que deverá ser convertida em preventiva. Além disso, durante diligência na casa de Bruno, a polícia encontrou dois carregadores de pistola e outros estojos de munição deflagrada.
De acordo com os investigadores, Bruno tem registro de CAC (Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador) e, por isso, tinha o direito de possuir arma. Inclusive, uma arma, que possivelmente ele utilizou para cometer o crime, acabou apreendida na ação.
Mariane se recusou a entregar filho ao ex, que estava drogado

Esse crime aconteceu na Rua Universal, que fica no bairro Piraporinha, na cidade da Grande São Paulo. Inicialmente, houve uma discussão forte entre os dois, já que Bruno queria levar o filho de 2 anos do casal, mas Mariane não deixou. Os dois tinham um filho em comum, mas não estavam mais juntos.
De acordo com as testemunhas, além de ser tarde, mais de 22h, o homem estava drogado e alcoolizado. Assim, com a recusa, Bruno atirou nela e na mãe dela.
Em seguida, ele fugiu de carro e as duas foram socorridas para um hospital, mas a técnica de enfermagem não resistiu aos ferimentos. Por sua vez, a mãe dela se feriu gravemente no rosto e segue internada.
Inicialmente, a discussão aconteceu no lado de fora da casa, mas Bruno invadiu a garagem e, além atirar nas duas, ainda atingiu uma moto que estava guardada. Depois, fugiu.
O que ajudou a identificar também o atirador foram as câmeras de segurança da própria residência. Inclusive, flagrou o momento dos tiros.
Tiro fatal foi no abdômen
De acordo com a investigação, o tiro que matou Mariane a atingiu no abdômen. Apesar dos esforços no Hospital Municipal de Diadema, ela não resistiu. E a mãe, apesar da gravidade, não corre risco de vida.
Na oportunidade, o pai da vítima confirmou à polícia que Bruno tinha arma por ser CAC. E, na diligência na casa dele, encontrou as munições. Agora, para os familiares, resta a saudade de Mariane, uma jovem cheia de sonhos e que deixará um filho de dois anos órfão por conta de um pai criminoso e que, sob efeito de álcool e drogas, cometeu esse feminicídio.









