Prepare o seu bolso: o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) ficará mais caro em São Paulo a partir de 2026. Isso porque, na noite desta quarta-feira (29), a Câmara Municipal da capital paulista aprovou o reajuste que terá aumento de até 10% no valor.
Por 30 votos a favor e 19 contrários, os vereadores paulistanos aprovaram o projeto que irá atualizar a base do cálculo do IPTU, tanto para residências quanto para comércios. Agora, para entrar em vigor, ainda precisa da sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o que deverá acontecer nos próximos dias, já que o projeto é do próprio Poder Executivo.
Com isso, a partir do ano que vem, o imposto sobre a propriedade imóvel ficará ainda mais caro na capital paulista. E, com isso, a prefeitura também terá um aumento de arrecadação.
Aumento do IPTU teve duas emendas

No entanto, o projeto que prevê o aumento do IPTU em São Paulo não passou na íntegra. Isso porque os vereadores ainda aplicaram duas emendas à ideia inicial, que foi enviada pelo prefeito Ricardo Nunes.
Agora, pelo novo regulamento aprovado na Câmara, o teto anual de aumento do imposto predial é de até 10%, valendo já em 2026. Atualmente, o limite é de 10% para prédios residenciais e 15% para os prédios com função comercial.
Além disso, o projeto aprovado teve outra emenda proposta pelos vereadores. No caso, é a que amplia a quantidade de imóveis com isenção de pagamento do imposto, passando para um milhão de moradias beneficiadas na capital paulista.
E essa perda de arrecadação com os imóveis que serão isentos a partir de 2026 será compensada justamente com o aumento de até 10%. No entanto, os valores exatos do reajuste do imposto para os paulistanos ainda serão calculados e anunciado pela prefeitura nos próximos meses.
Imóveis de Zeis terão isenção
Com o projeto aprovado nesta semana, a prefeitura de São Paulo irá autorizar a isenção do IPTU para imóveis considerados de baixo padrão nas cinco Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social). Anteriormente, isso só acontece em três das cinco Zeis da capital paulista.
Se o projeto inicial fosse mantido, São Paulo teria 285 mil imóveis isentos em Zeis. No entanto, com a mudança, irá beneficiar 313 mil imóveis nessas regiões da cidade.
Na capital, as Zeis se dividem em três: favelas e loteamentos, lotes com pouca construção, mas que servem para urbanização, e áreas em Guarapiranga e Billings para habitação social. E todas elas terão isenção de IPTU.









