As chuvas abaixo da média pelo terceiro ano consecutivo na Região Metropolitana de São Paulo fizeram o governo estadual anunciar mais um plano de contingência. Assim, a principal meta agora é evitar uma nova crise hídrica e não deixar os moradores sem água por tanto tampo.
Esse plano de contingência afetará, no entanto, o abastecimento de água na Grande São Paulo, onde vivem cerca de 20 milhões de pessoas. Com isso, haverá uma redução de pressão nos encanamentos por até 16 horas diárias na distribuição do recurso para essas cidades.
E, se a situação não melhorar, o plano do governo de São Paulo prevê utilizar o volume morto de água das represas. Na pior das hipóteses, sugere até mesmo um rodízio em caso extremo, por conta da possibilidade de colapso no abastecimento de água na região. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (24).
Baixo nível das represas gera necessidade de contingência

Na prática, a iniciativa do governo em anunciar a contingência no abastecimento de água se baseia em números. No momento, o nível das represas que abastece a Grande São Paulo está em nível de 28,7%.
Segundo o governo, esse índice é o pior desde 2014 e 2015, quando o estado de São Paulo viveu seu pior momento na crise hídrica. E a longa estiagem de 2025 contribuiu para que os números chegassem perto deste recorde negativo.
Ainda de acordo com o governo, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, no Comitê Estadual de Mudanças Climáticas, foi a responsável pelo plano. O terceiro ano seguido de chuvas abaixo da média forçou esta medida, que preocupa autoridades e moradores.
Outro ponto foi a criação de chamadas sete faixas de operação para distribuir a água. E cada faixa indica etapas graduais de nível crítico.
Isso ajudará a determinar quais medidas serão adotadas em cada cenário.Por exemplo, na Faixa 7, a mais crítica, com nível zero,a contingência teria alternância todos os dias de onde teria e não teria abastecimento de água. No momento, a Grande São Paulo está na faixa 3 por conta dos 28,7% do nível das represas. A redução da pressão de água é de 10 horas por dia.
Rodízio precisa de autorização
Por fim, a adoção de rodízio e até racionamento como plano mais crítico de contingência, precisará de autorização. No caso, a determinação será do Conselho Diretor da Arsesp (Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).
Atualmente, mesmo em período em que já deveria estar chovendo, a estiagem continua prolongada. E isso irá ter impacto na contingência do abastecimento de água.









