Guilherme Derrite (PL), secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, descartou na manhã desta terça-feira (30), a participação do PCC (Primeiro Comando da Capital) nos casos de contaminação de bebidas por metanol. Até agora, ao menos três pessoas morreram e outras dez foram intoxicadas apenas no estado de São Paulo.
Inicialmente, se levantou uma suspeita de participação da facção criminosa na falsificação de bebidas. No entanto, Derrite, que faz uma reunião com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta manhã, afastou a possibilidade.
Ele falou em rápida entrevista à Rede Globo, antes do encontro com o governador de São Paulo. “Completamente descartada a hipótese do PCC”, disse o secretário de Segurança Pública.
PCC está por trás de várias ações

Essa possível participação do PCC, agora descartada, surgiu por conta das diversas áreas de atuação da facção criminosa. Além do tráfico de drogas, o crime organizado também comanda postos de combustíveis e até mesmo fintechs (bancos digitais), além de motéis e outros comércios, como forma de ‘lavar’ o dinheiro do crime.
Além do governador do estado, Derrite também se encontra nesta manhã com o secretário de Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva. A ideia é iniciar um plano eficaz de fiscalização contra os comércios que vendem essas bebidas falsificadas.
Por exemplo, houve o caso de um jovem que está internado desde o início de setembro e até perdeu a visão. Afinal de contas, o metanol é um produto altamente tóxico. Segundo os especialistas, em caso de contato com o líquido, precisa procurar atendimento médico de forma imediata.
No final de semana, a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação), emitiu uma nota, onde apontava o PCC como possível responsável. Mas, o secretário de segurança, ao menos por enquanto, descartou a participação da facção criminosa.
Facção mede forças com o estado
O fato é que o PCC, que surgiu nos presídios paulistas em 1993, se organizou, cresceu e se tornou uma poderosa facção criminosa. Desde então, vem tentando desafio os governos e o Estado.
Por exemplo, em 2006, em um dos piores momentos, realizou diversos ataques a bases policiais e ordenou o fechamento de lojas e até shoppings pelo estado de São Paulo. Há cerca de duas semanas, o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Fontes Ferraz, foi assassinado em Praia Grande, por um grupo armado com fuzis.
Ele foi um dos agentes de segurança que mais combateu as ações do PCC quando estava na ativa. Agora, a suspeita é de que esse assassinato seja uma retaliação da facção criminosa.








