A Embraer, de São Joé dos Campos, anunciou nesta terça-feira (25) que irá receber um empréstimo de R$ 1,09 bilhão para a produção de novas aeronaves comerciais. No caso, esses aviões já estão com as vendas definidas para o mercado exterior.
Segundo a Embraer, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou o valor. Neste caso, o valor servirá basicamente para ajudar a fabricante de aviões no cumprimento de prazos e cronogramas de entregas.
Atualmente, a empresa brasileira lidera o mercado mundial de fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos. E espera fechar esse ano de 2025 com um número mínimo de 77 jatos entregues, podendo chegar a 85 – no ano passado, entregou 73 neste setor.
Embraer amplia entrega de aviões em geral

Aliás, no geral, a Embraer ampliou a entrega de aviões em 2025, em relação ao ano anterior. De acordo com dados divulgados pela empresa de São José dos Campos, considerando a soma de aviões comerciais e de defesa, foram 206 entregas no ano passado, contra 181 em 2023.
“Os recursos para o empréstimo são da linha de financiamento Exim Pré-embarque, voltado para exportadores, com taxas de juros formadas por custo financeiro, taxa do BNDES e taxa de risco de crédito”, disse a empresa em seu site oficial.
Aliás, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, está totalmente satisfeito com o volume de produção. E, também, com a quantidade de pedidos firmes.
Estamos realizando investimentos significativos para atender à crescente procura por nossos produtos e o financiamento do BNDES é fundamental para apoiar iniciativas que visam aumentar a capacidade de produção e acelerar as entregas nos próximos anos
BNDES destaca empresa em ‘grupo seleto’
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que o Brasil faz parte do que chama de ‘seleto grupo’ de países que têm capacidade de projetar, fabricar e, depois, exportar aviões. No caso, aeronaves de todos os gêneros: comerciais, executivas, defesa e até agrícolas.
Para ele, se trata de um setor estratégico por conta da alta tecnologia utilizada. E, ainda, há a questão da mão de obra especializada, que gera empregos e impacta positivamente na economia brasileira.
Por fim, esse empréstimo do BNDES à Embraer não é um fato inédito e nem isolado. Afinal de contas, desde 1997, quando já era privatizada, a empresa de São José dos Campos já contava com o apoio do banco estatal. De lá para cá, foram US$ 26,3 bilhões em volume e exportação de aviões comerciais, totalizando 1.350 unidades.









