O setor de alimentação e de hospedagem poderá ter um prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões em São Paulo. Isso é o que a Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) prevê após o apagão prolongado durante o vendaval, e que a Enel, concessionária de energia responsável pela região, demorou para resolver.
De acordo com os dados da Fhoresp, em levantamento divulgado na última sexta-feira (13), o apagão atingiu mais de 5.000 estabelecimentos do ramo em São Paulo e Região Metropolitana. O evento climático aconteceu na quarta-feira (10) e, desde então, a Enel vem encontrando dificuldades para restabelecer a energia elétrica.
Inicialmente, cerca de dois milhões de imóveis ficaram sem energia na Grande São Paulo. E, na manhã de sábado (13), ainda havia cerca de 518 mil nesta situação.
Fhoresp vê economia aquecida, mas Enel atrapalha

Ainda de acordo com a Fhoresp, a economia no final de ano costuma ficar mais aquecida. Até por conta das festas natalinas, férias e compras especiais. No entanto, com a demora da Enel em religar a energia, muitos comerciantes estão no prejuízo até agora.
Inclusive, muitos pequenos empreendedores consideram o faturamento deste período como um 13º salário. Mas, com os problemas causados na região, até mesmo muitos empregos, incluindo os temporários, ficam em risco, já que se torna mais difícil de manter os funcionários.
Além da queda nas vendas e hospedagens, também há o prejuízo com a perda de produtos. Como alimentos dependem de geladeiras e freezers, acabam se perdendo e estragando com tantos dias parados.
Edson Pinto, diretor executivo da entidade de classe, lamentou muito a falta de luz. E, assim como o governo e a prefeitura de São Paulo, também cobrou uma ação da Enel de forma rápida.
Estamos próximos de um fim de semana que deveria ser de alta lucratividade para muitos estabelecimentos. Mas, para milhares deles, serão dias de portas fechadas, de tristeza. É quase um luto. E quem é que arca com esse prejuízo todo? O empresário vai, mais uma vez, pagar a conta de uma falta de responsabilidade e de respeito por parte da concessionária de energia, que continua fazendo o que bem entende, sem sanção alguma?
Justiça é um caminho, diz Fhoresp
Ainda de acordo com a entidade de classe, os comerciantes que se sentirem prejudicados pela demora da Enel devem acionar a Justiça. Para isso, é necessário reunir provas pelos dias perdidos e pedir um ressarcimento.
Por fim, a Enel tem um contrato de concessão até o final de 2028 e quer renovar por mais 30 anos. Mas, diversos setores políticos defendem que haja um rompimento e até uma intervenção federal.









