A Enel, concessionária responsável pela energia elétrica em 24 cidades na Grande São Paulo, incluindo a capital, recebeu um ultimato da Justiça. Assim, precisa religar de forma imediata a energia de mais de 519 mil imóveis na Região Metropolitana, que estão às escuras desde quarta-feira (10), quando houve o vendaval de até 98 km/h.
A decisão do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) veio na noite desta sexta-feira (12). E prevê uma multa de R$ 200 mil por hora, caso a Enel descumpra a ordem judicial.
Inicialmente, mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem luz na Grande São Paulo, sendo a maior parte na própria capital. E isso gerou muitos transtornos aos moradores, além de muito prejuízo aos comerciantes, que perderam diversas mercadorias, especialmente as que exigem armazenamento em geladeiras e freezers.
Enel deixa 366 mil sem luz na capital

Considerando apenas a cidade de São Paulo, são 366 mil imóveis sem energia elétrica até a manhã deste sábado (13). Até por conta disso, a Justiça cobra celeridade por parte da Enel para minimizar o caos criado na região. Somadas todas as cidades, a Região Metropolitana tem mais de 20 milhões de habitantes.
No período do apagão, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, cancelou mais de 300 voos, o que afetou também aeroportos do país todos. Em Guarulhos, o espaço aéreo também foi prejudicado, embora em menor escala.
Como muitas árvores caíram com o vendaval, diversos postes caíram junto e a energia elétrica foi cortada. Nesses dias, ainda houve caso de funcionário da Enel preso por cobrar propina de R$ 2.500 para religar energia em condomínio. Outra cena que revoltou os moradores foi um vídeo de funcionários da empresa concessionária fazendo dancinha nas ruas da cidade.
“ Seguimos nas ruas, com 1.600 equipes em campo, trabalhando para normalizar o serviço para os clientes que ainda estão sem energia. Em alguns casos, o restabelecimento é mais complexo, exigindo a reconstrução de postes, transformadores e trechos de rede”, diz a Enel em suas redes sociais.
Prazos para religar energia
Segundo a decisão da Justiça, a obrigação vale a partir da notificação da Enel, que ainda não tinha recebido nenhum comunicado. Para residências convencionais, o prazo é de até 12 horas para finalizar tudo.
No entanto, em hospitais, lugares que possuem idosos e outras pessoas vulneráveis, creches, escolas e afins, o limite é de quatro horas. A Defensoria Pública e o Ministério Público do estado também ingressaram com ação contra a Enel, que tem concessão até 2028 em São Paulo.









