O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda tenta corrigir o ‘estrago’ após fazer piada sobre os casos de intoxicação por metanol. Nesta última terça-feira (7), ele gravou um vídeo com pedido de desculpas pela forma como falou na última segunda-feira (6).
Para entender o contexto, o estado de São Paulo vem registrando muitos casos de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. E Tarcísio, durante uma coletiva disse que “iria só se preocupar com o assunto no dia em que começassem a adulterar Coca-Cola”. E riu.
Mas a brincadeira do governador repercutiu mal, principalmente nas redes sociais. E teve gente que até comparou com o episódio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na pandemia da Covid-19, quando chamou a doença de ‘gripezinha’.
Tarcísio pede desculpas em vídeo

Na tentativa de minimizar os efeitos negativos da fala de segunda, Tarcísio de Freitas gravou esse vídeo na terça e se desculpou. Até porque, até agora, os casos de intoxicação por metanol já tiveram a morte confirmada de três pessoas.
Errei. Ontem (segunda), ao prestar contas das ações do governo do estado no âmbito da crise do metanol, no momento em que falávamos das várias medidas que estamos tomando […], acabei fazendo uma brincadeira para descontrair a coletiva que foi muito mal interpretada e que de fato não cabia naquele momento em face da gravidade do que vem acontecendo
Depois, o governador de São Paulo seguiu com o pedido de desculpas. “E é por isso que eu peço perdão. Perdão às famílias que sofrem por terem perdido entes queridos, aos comerciantes que estão vendo os seus negócios sofrerem, aos que dão duro, ao público que quer uma ação firme do estado, que quer segurança. Não tenho compromisso com erro”, afirmou.
‘Arrependimento não apaga passado’, diz
Ainda no vídeo, Tarcísio de Freitas reconheceu que ‘arrependimento não apaga passado’. Mas, disse que isso passa a ser um ensinamento para buscar caminhos melhores.
Atualmente, o estado de São Paulo tem 18 casos confirmados de pessoas contaminadas com metanol, além das três mortes confirmadas. Além disso, há 158 casos em investigação, enquanto outros 38 foram descartados.
No momento, São Paulo é o estado com o maior número de casos de contaminação por metanol. Inclusive, isso fez com que o governo de Tarcísio de Freitas iniciasse uma ofensiva de fiscalização contra bares, restaurantes e adegas, que estariam vendendo produtos falsificados e contaminados com esse produto químico que pode ser letal se ingerido por pessoas.









