Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, morreu no último sábado (7), depois de passar mal quando nadava na piscina da academia onde costumava frequentar, em São Paulo. Provavelmente, intoxicada pelos produtos químicos utilizados na limpeza da água. Isso ainda deixou o marido dela e outras duas pessoas internadas em estado grave.
No entanto, a tragédia que aconteceu com Juliana na academia C4 Gym, na região leste de São Paulo, deixará marcas para sempre. Principalmente, nos familiares da professora, que amava nadar. Ela já estava no mesmo local há 11 anos, antes de acontecer o incidente.
Agora, quase uma semana depois, a família ainda tenta entender o que aconteceu. E, se conforma com isso, parece não ser uma opção, especialmente para a mãe, Nívea Faustino Bassetto.
‘Gostaria de ter a minha filha de volta’, diz mãe de Juliana

Em entrevista para a TV Globo, Nívea Faustino desabafou e mostrou toda sua dor por perder a filha Juliana. Afinal de contas, nenhum pai e nenhuma mãe esperam perder um filho, ainda mais tão jovem e desta forma trágica.
“Parece que eu estou vivendo um pesadelo. Eu gostaria de ter minha filha de volta, isso que eu gostaria. Que isso não aconteça com mãe nenhuma, com filha nenhuma”, disse, emocionada.
Em outro trecho, mostrou também indignação por conta da negligência da academia. “Ela perdeu a vida por irresponsabilidade de uma pessoa. É um sentimento bem difícil de aceitar e de falar… aconteceu, somente aconteceu”, afirmou.
Inclusive, amigos e familiares de Juliana prometem fazer um protesto neste sábado (14) em frente à academia. E querem, principalmente, clamar por Justiça.
Aliás, a licença da academia foi cassada e os sócios e proprietários serão indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. No caso, Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz irão responder criminalmente.
Academia usou cloro da semana toda, diz polícia
O delegado Alexandre Bento, do 42º DP (Distrito Policial), do Parque São Lucas, que investiga o caso que vitimou Juliana, disse que, em um dia, usaram a quantidade de cloro para uma semana em piscina do mesmo porte. Mas, ainda falta a conclusão do laudo da perícia para confirmar a suspeita.
Além disso, quem aplicava o cloro para limpar a piscina era um manobrista da academia, sem qualificação técnica para tanto. Em depoimento, ele disse que apenas cumpria ordens dos donos do local e isso é o que mais gerou revolta nos familiares de Juliana, que agora esperam que a Justiça puna os responsáveis pela tragédia na zona leste de São Paulo.









