Letícia Oliveira, 29 anos, ficou uma semana internada em um hospital em São Paulo, sendo quatro deles na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Na saída, viveu forte emoção ao reencontrar a filha e saber que poderá recomeçar a vida.
Essa história começou no dia 7 de fevereiro, quando Letícia era uma das alunas que passou mal na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. Ao contrário dela, Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, não resistiu à intoxicação na piscina e morreu ainda naquele dia, na UTI.
No momento, a polícia investiga o caso e os quatro sócios-proprietários foram indiciados. Eles deverão responder por homicídio com dolo eventual, ou seja,quando se assume o risco do ato.
Letícia participou da aula junto com a filha

No dia 7 de fevereiro, uma manhã de sábado, Letícia Oliveira fez uma aula com a filha de 3 anos. Mas, depois da aula, se sentiu mal por conta do forte cheiro de cloro na piscina. Outro aluno, de 14 anos, também ficou internado por conta disso, mas já teve alta. E Vinícius Oliveira, marido de Juliana, que morreu, ficou em estado grave, mas já se recuperou e deixou o hospital.
Em entrevista à Rede Globo, Letícia contou sobre o cheiro forte de cloro. E se mostrou ao menos aliviada após conseguir se recuperar e voltar a abraçar a filha, o que para ela é o mais importante neste momento.
Eu estou muito grata que eu estou aqui hoje para contar essa história e pedir justiça, porque poderia ser minha filha, poderia ser eu, poderiam ser várias crianças que estavam naquela piscina naquele dia, média de 15 crianças. Infelizmente, a Juliana se foi, que era muita luz, mas poderia ter acontecido muito mais. Eu só peço justiça.
Agora, aguarda apenas o desfecho da ação. Ela não quer vingança, não quer ressentimento, apenas a reparação justa pelo que aconteceu.
Defesa diz que clientes estão à disposição das autoridades.
Três sócios da academia onde Letícia treinava, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração, não quiseram dar entrevista para a imprensa. No entanto, os advogados da vítima emitiram uma nota oficial.
Nela, afirma que “os clientes permanecem inteiramente à disposição das autoridades, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais”.
Por fim, Letícia terá a chance de seguir a vida, curtir a filha, a família e os amigos. Por outro lado, Juliana não teve essa mesma chance e a família dela ainda tenta superar a dor da perda tão repentina.









