A trágica morte da policial militar Gisele Alves Santana, 32 anos, no dia 18 de fevereiro, ainda parece longe de ser esclarecida. Além disso, diversas questões ainda precisam de uma resposta concreta.
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio consumado, mas que depois se transformou em morte suspeita. Neste final de semana, a perícia técnica exumou o corpo de Gisele Alves Santana e novos indícios aconteceram.
Na oportunidade, ela estava em casa, no bairro do Brás, em São Paulo, com o marido o tenente-coronel da PM, Geraldo Neto. Em depoimento, ele conta que estava no banho quando ouviu um barulho e foi ao quarto, onde a esposa já estava caída, com sangue e um tiro na cabeça.
Caso Gisele Alves Santana: a lacuna dos 29 Minutos

No dia do ocorrido, uma vizinha, também em depoimento, disse que ouviu o estampido às 7h28, mas o marido de Gisele Alves Santana só ligou para emergência às 7h57 – quase meia hora depois.
Além disso, o tenente-coronel disse à Polícia que estava há um minuto no chuveiro, quando ouviu o barulho. No entanto, os bombeiros que atenderam a ocorrência, disseram não ter encontrado poças de água ou pegadas no apartamento.
Outro ponto também a ser investigado é que o tenente-coronel estava de bermuda e sem camisa e sem marcas de sangue. Assim, existe a dúvida se ele realmente tentou socorrer a esposa após o tiro, que foi dado no lado direito da cabeça.
Na investigação, a Polícia Civil também aponta que houve violação da preservação da cena do crime. E isso prejudica a investigação do caso.
Outro questionamento é a presença do desembargador Marco Antônio Cogan, amigo do tenente-coronel. Ele chegou às 9h07 no apartamento e o foi o primeiro a ser acionado, segundo a família da vítima.
Por que o suicídio está descartado
Na investigação, as lesões consideradas contundentes, além de marcas na unha, rosto e pescoço de Gisele Alves Santana, mostram que ela desmaiou antes de levar o tiro. Assim, o caso segue investigado como morte suspeita.
Em depoimento à polícia, a mãe da PM descarta que ela tenha se matado e ainda disse que ela vivia relação abusiva com o marido, com o qual estava há dois anos casada. Também em depoimento, Geraldo Neto disse que falou horas antes com a esposa sobre a possibilidade de separação, já que eles brigavam muito.
Em nota à imprensa, a defesa do tenente-coronel diz que ele não é investigado e que está colaborando com as investigações. E a defesa do Desembargador diz que ele foi chamado como amigo do tenente-coronel e que prestará esclarecimentos à Polícia Judiciária. Gisele Alves Santana ainda deixou uma filha de 7 anos, fruto de relacionamento anterior.







