A Biblioteca Municipal Mario de Andrade, em São Paulo, foi alvo de roubo na manhã deste domingo (7), na capital paulista. Na oportunidade, dois criminosos invadiram o local e levaram diversas obras de arte do espaço. Na oportunidade, foram oito gravuras de Henri Matisse e cinco gravuras de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”.
Para levarem as obras de arte da biblioteca Mario de Andrade, os ladrões primeiramente renderam os seguranças para invadir o espaço. Em seguida, de acordo com as informações iniciais da polícia, eles fugiram em direção ao metrô, na estação do Anhangabaú.
Por enquanto, nenhum criminoso foi identificado e a Polícia Militar segue fazendo rondas na região central em busca do paradeiro deles. Inclusive, viaturas que estavam próximas à biblioteca nesta manhã prestaram auxílio primário aos seguranças.
Obras estavam expostas na Biblioteca Mario de Andrade

Ainda de acordo com a Polícia Militar, ninguém se feriu durante a ação, que teria durado poucos minutos. Agora, há esse patrulhamento na região, além da intensa busca por informações que ajude a levar aos ladrões das obras de arte da biblioteca Mario de Andrade.
Essas obras levadas pela dupla faziam parte de uma exposição temporária da casa. Inclusive, se divulgou uma foto da parede parcialmente vazia, já sem as obras nesta manhã de domingo.
Atualmente, essa biblioteca é a maior do estado de São Paulo em termos de acervo. E, no país inteiro, está em segundo lugar no ranking.
Inclusive, em fevereiro de 2025, o espaço completou 100 anos de história. Mas, apenas na década de 1960, a então biblioteca municipal recebeu o nome de Mario de Andrade. Em 2024, segundo números da prefeitura, recebeu mais de 207 mil visitantes, vindos do país inteiro.
Local sofreu outro roubo há quase 20 anos
No entanto, esse assalto à biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo, não foi o primeiro no local. Isso porque, em 2006, o espaço na capital paulista já tinha sido alvo de criminosos.
Na época, os criminosos levaram 12 gravuras consideradas raras, do século 19 e de grande valor. E, 18 anos depois, em 2024, a PF (Polícia Federal) conseguir recuperar esse material que é de 1.834.
E o mais incrível é que essas obras estavam nas mãos de um colecionador brasileiro, que adquiriu legalmente em um leilão na Inglaterra. Mas, voltou para seu local de origem, a biblioteca Mario de Andrade.
Matéria atualizada às 15h29 para acréscimo de informações









