O empresário Leonardo Souza Ceschini, hoje com 39 anos, irá a júri popular no dia 31 de agosto, segundo a Justiça de São Paulo. Ele, torcedor do Corinthians, é acusado de matar a esposa, a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, à época com 34 anos e palmeirense, por conta de futebol.
Segundo o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o julgamento de Leonardo acontecerá no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital, a partir das 12h30.
Esse crime aconteceu no dia 31 de janeiro de 2021, no auge da pandemia da Covid-19. Na época, o Palmeiras foi campeão da Copa Libertadores, em final contra o Santos, um dia antes, e isso motivou a forte discussão entre os dois, que culminou com o crime.
Leonardo responde em liberdade

Apesar da gravidade do crime, Leonardo Ceschini responde ao crime em liberdade. Se for condenado, irá pagar por homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel cometidos na frente dos filhos.
Aliás, na época, os dois filhos do casal, gêmeos, de dois anos, presenciaram a ação, segundo laudo psicológico. E o crime aconteceu no apartamento em que moravam na capital paulista.
Em entrevista ao portal de notícias g1, o advogado Epaminondas Gomes de Farias, que defende a família de Érika, diz que todos ainda aguardam com ansiedade o dia em que Leonardo irá enfrentar o Tribunal do Júri. “E que ao final seja condenado”, afirmou o advogado. Por sua vez, a defesa do marido e a promotoria não foram encontrados para falar sobre o assunto.
Na época, Leonardo matou a esposa com três facadas no peito, quatro nas costas e uma na perna. No entanto, antes de confessar o crime, disse que ela teria tentado o atacar e que teria se matado em seguida.
Porém, os vizinhos ouviram gritos no apartamento e chamaram a PM (Polícia Militar) ao imóvel, que fica no bairro São Domingos, região norte da capital paulista. E, de acordo com a acusação, as crianças também estavam em casa — atualmente, estão sob guarda dos avós maternos.
Érica é achada ensanguentada
Ao chegarem à residência de Leonardo e Érica, os policiais encontraram a vítima já morta e com muito sangue em volta, na cozinha, enquanto ele também estava ferido.
Além disso, o empresário falou que o casal teve uma desavença por causa de futebol e que ela o teria cortado com uma faca. Então, alega que pegou o objeto e a esfaqueou também, quando confessou o crime.
Na época, o homem foi preso em flagrante, porém, em fevereiro daquele ano, acabou solto após decisão judicial. Isso porque a defesa alegou que o MP (Ministério Público) demorou para se manifestar.
Porém, em julho daquele ano, o MP o denunciou por assassinato e a Justiça aceitou a denúncia. Em fevereiro de 2024, a juíza Marcela Raia de Sant’Anna determinou que ele vá a júri popular.
Agora, sete jurados irão decidir se ele será condenado ou absolvido. Em seguida, o juiz irá aplicar a pena ou a sentença a Leonardo, que poderá chegar a 30 anos.
Por fim, há outra investigação após o assassinato de Érica, pois, o pai de Leonardo é suspeito de ter furtado duas TVs, um microondas, eletrodomésticos, joias e o carro da vítima. Isso teria acontecido durante o velório da mulher de Leonardo.







