Mariane Lima Alves, 27 anos, é mais uma vítima de feminicídio e São Paulo. E o motivo foi tentar proteger o filho de dois anos.
Na última terça-feira (17), à noite, Mariane estava em casa, na cidade de Diadema, na Grande São Paulo. Ela morava na rua Universal, no bairro Piraporinha, quando tudo aconteceu.
Além dela, a mãe também ficou ferida, mas conseguiu sobreviver. E o motivo do feminicídio foi um só: se negar a entregar o filho de dois anos para o ex-companheiro, Bruno de Oliveira Zeni, que fugiu e segue foragido, enquanto a polícia ainda o procura.
Mariane é morta a tiros

Na noite de terça, Mariane estava em casa com o filho, quando Bruno, o ex-companheiro, chegou e iniciou uma discussão, que ainda não se sabe o motivo. E, de acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), a PM (Polícia Militar) recebeu um pedido de atendimento de ocorrência por disparos de fogo naquela região.
Mas, como houve uma discussão entre os dois, Bruno pegou uma arma e atirou contra a vítima e a mãe dela. Em seguida, as duas foram socorridas na casa, ainda com vida, e foram para o Hospital Municipal de Diadema.
No entanto, por conta da gravidade dos ferimentos, ela não resistiu e morreu. E, segundo o pai da vítima, o homem chegou à residência por volta das 23h, embriagado.
Então, pediu para a ex deixar levar o menino para dormir com ele, o que foi negado. Isso por conta do horário avançado e, principalmente, porque Bruno estava alcoolizado.
Consequentemente, o assassino se irritou e entrou à força na garagem da residência, quando atirou contra uma moto que estava ali dentro. Depois, também atirou contra Mariane e a mãe, consumando o crime que terminou com a morte da jovem de 27 anos, que agora deixa um filho órfão.
Caso é registrado como feminicídio consumado
Ainda de acordo com a SSP, esse caso foi registrado no 3º DP (Distrito Policial) de Diadema. No caso, o registro foi de feminicídio consumado e tentativa de feminicídio.
Após atirar contra as duas mulheres, Bruno fugiu em um carro. De acordo a perícia, foram encontradas cápsulas de balas na garagem e marcas de tiro na casa e na moto.
Por fim, Mariane, que não teve chance de se defender, perdeu a vida de forma precoce. E, para os familiares, fica agora a responsabilidade de criar uma criança de 2 anos, que nada tem a ver com essa violência.









