Seis pessoas foram presas nesta última terça-feira (14), em todo o estado de São Paulo, dentro da ofensiva da Polícia Civil contra a falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas com metanol. Desta maneira, a operação, que começou dia 3 de outubro, já teve 57 presos, suspeitos de praticarem o crime.
Inclusive, há um Gabinete de Crise aberto pelo governo de São Paulo em outubro justamente para coordenar as ações. Até agora, ao menos seis pessoas já morreram, confirmadamente, por intoxicação causada por metanol encontrado nas bebidas.
Até agora, foram 28 casos confirmados de intoxicação em todo o estado, com outros 100 ainda sob suspeita. Os dados foram divulgados pela SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde) do governo paulista.
Ação contra falsificação por metanol mirou rede criminosa

Na ação que prendeu os seis suspeitos nesta terça, a Polícia Civil mirava especificamente uma rede que atuava justamente para adulterar e falsificar as bebidas. Os casos, ocorridos em diversas cidades do estado, também mirava conter a intoxicação por metanol.
Nesta última ação, segundo a polícia, as buscas e apreensões aconteceram na capital São Paulo. Mas, também, nas cidades de Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.
Na ação desta terça, um dos seis suspeitos presos também foi indiciado por porte ilegal de armas. Assim, além da participação na falsificação de bebidas, também terá que responder por esse outro crime.
Também nesta última terça, o Procon (órgão de defesa do Consumidor) fez uma fiscalização em São José dos Campos e Santos, no total de seis estabelecimentos. Na oportunidade, a ação encontrou irregularidades em três deles, mas sem menção específica aos casos envolvendo o metanol.
Além do risco à vida das pessoas, esse produto altamente tóxico leva gravas danos à saúde humana. Por exemplo, algumas pessoas perderam até mesmo a visão e tiveram insuficiência renal por conta da ingestão do produto de forma acidental.
Números da operação
A chamada operação Poison Source tem coordenação do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). E acontece através da 1ª Divecar (Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos), com o reforço de 150 agentes da Polícia Civil.
Até agora, são 128 casos confirmados de intoxicação por metanol. E, até agora, a polícia já apreendeu mais de 21.400 garrafas de bebida, desde o dia 29 de setembro. No ano todo, antes da operação, já foram 71.400 apreensões.
No total, 15 estabelecimentos também já foram fechados, de forma cautelar, por conta das irregularidades. E haverá novas ações para o combate à adulteração de bebidas com metanol.









