A morte de três homens, com idades entre 45 e 58 anos, além de outros dez intoxicados por ingerir metanol, gerou uma ofensiva por parte do governo do estado de São Paulo nesta última segunda-feira (29). E o foco foram três bares e adegas que ficam em bairros da Mooca e Jardins, em São Paulo.
Na ação para investigar a contaminação pelo metanol, participam a SES (Secretaria Estadual de Saúde) e SSP (Secretaria de Segurança Pública). E essa ação aconteceu em parceria com o CVS (Centro de Vigilância Sanitária) e Covisa (Vigilância em Saúde do Município de São Paulo).
Esses dois bairros foram escolhidos porque os bares estão na lista de suspeitos pela intoxicação. No caso, há indícios de venda de bebidas adulteradas, que causou essa tragédia entre os consumidores.
Fiscalização contra metanol apreende bebidas

Durante essa ação que investiga a contaminação por metanol, os agentes do estado apreenderam 117 garrafas com bebidas sem os rótulos que confirmam procedência. Neste caso, o material vai para análise do IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Técnico-Científica.
Além disso, a fiscalização também autuou dos comércios por outros problemas. No caso, por diversas irregularidades no ramo sanitário.
Inclusive, em setembro, a Vigilância Sanitária reforçou as ações de fiscalização na Grande São Paulo. E algo que já era corriqueiro, se tornou ainda mais forte por conta dos casos recentes de contaminação.
Segundo o governo paulista, durante o mês de setembro, já se realizaram mais de 43 mil ações para fiscalizar irregularidades. E isso engloba todas as 645 cidades em seus segmentos como bebidas, bares, restaurantes e adegas, os espaços mais visados durante a ofensiva.
Além das três mortes registradas, há uma pessoa internada em estado grave. O jovem que consumiu a bebida contaminada perdeu a visão e respira por aparelho em um hospital de São Paulo.
Governo reforça recomendação
Diante dos casos graves de contaminação por metanol nas bebidas, o governo, através da Vigilância Sanitária, reforça a necessidade de evitar bebidas de origem duvidosa. Com isso, se minimiza o risco de se contaminar e ter problemas de saúde.
E a recomendação não é apenas para os consumidores, mas também para os próprios comerciantes. Afinal de contas, eles são os responsáveis por repassar aos clientes a bebida adquirida dos fornecedores, que também devem ter procedência confiável.
Por exemplo, é essencial ter o lacre original do lacre da bebida, para garantir que não seja fruto de falsificação. E, pior que isso, o risco de intoxicação por metanol.








