Após duas mortes confirmadas por suspeita de intoxicação por metanol no estado de São Paulo nos últimos dias, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), fez uma forte recomendação a todos os comércios paulistas que vendem algum tipo de bebida alcoólica. A emissão aconteceu neste sábado (27), depois do registro de, ao menos, dez casos, com duas vidas perdidas.
O metanol é um derivado da do álcool, porém, muito mais tóxico e, pior, há risco para toda a população. Assim, de olho na preservação da saúde pública, o órgão fez esse pedido reforçado para os comerciantes.
Todos os casos registrados aconteceram em um intervalo de 25 dias. Além disso, sempre envolveram bebidas alcoólicas falsificadas, ou seja, de procedência duvidosa.
Metanol em garrafa de gin

Agora, a Polícia Civil de São Paulo investiga o caso de quatro jovens, sendo duas mulheres e dois homens, que estão internados. Com idades entre 23 e 27 anos, eles consumiram duas garrafas da bebida gin, no dia 1º de setembro, e passaram mal. No caso, a suspeita é de terem ingerido metanol sem saber.
Essas histórias todas acenderam um alerta na Senad/MJSP (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos).A entidade começou a receber notificações através do SAR (Sistema de Alerta Rápido), neste intervalo de 25 dias.
Assim, Paulo Henrique Pereira, secretário nacional do Consumidor, emitiu uma nota técnica nesta semana. E fala da importância desta cooperação entre o setor privado, o governo e a própria sociedade.
Com isso, a ideia principal é o combate à falsificação de produtos. E, desta maneira, garantir a proteção dos consumidores, muitos com a saúde em risco por conta da procedência duvidosa do material.
Recomendação voltada a bares e afins
Agora, a recomendação do governo para o risco de contaminação de metanol se direciona a locais como bares e restaurantes. Mas, também, hotéis, mercados, casas noturnas e até mesmo serviço de e-commerce.
Na prática, a orientação é para que se faça uma verificação com mais rigor dos produtos. E, além disso, rastrear a origem das bebidas, garantindo a chamada compra segura.
Um dos alertas é com relação aos sintomas da intoxicação pro metanol, com dor de cabeça forte, queda de consciência e náusea. E, visualmente, também se atentar à aparência das embalagens do produto, como falta de lacre e indícios de falsificação do produto. Por exemplo, quando há erros grosseiros na embalagem e cheiro parecido com solvente, há o risco de ser algo ligado ao metanol.









