Desde o início do ano, São Paulo registrou 51 prisões de pessoas ligadas a algum tipo de adulteração de bebida em todo o estado. Após os aumentos de casos de intoxicação por metanol neste semestre, houve um aumento da fiscalização por parte do poder público. Os dados são divulgados pelo Governo paulista.
Desde o dia 29 de setembro, a polícia já prendeu 30 suspeitos de adulteração em casos de metanol e, também, outros produtos. A intensificação dessas ações acontece com a criação do chamado gabinete da crise, aberta pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para descobrir suspeitos.
Até agora, ao menos três pessoas morreram, comprovadamente, pela intoxicação do produto químico. Outras dezenas de casos ainda passam por investigação da Polícia Civil, que também ampliou as ações.
Prisões mais recentes dos casos de metanol aconteceram no sábado

Segundo os dados divulgados pelo governo, os casos mais recentes de prisões por causa dos casos de metanol aconteceram neste final de semana. Na sexta-feira (10), um homem de 27 anos acabou preso em Hortolândia, após o fechamento de uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas.
Depois, no sábado, prendeu um homem de 42 anos, que também era o responsável por uma fábrica clandestina. Nesse caso, ainda havia um adolescente de 17 anos que havia sido contratado justamente para ajudar na adulteração dos produtos.
No total de casos até agora, São Paulo já confirmou 25 contaminações por etanol, enquanto outros 160 estão em investigação. Outros 189 casos ainda são suspeitos, de acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde na última sexta-feira (10).
Até mesmo órgãos como o Procon-SP vêm atuando em diversas cidades do estado. Na última sexta, por exemplo, mais de 400 agentes do órgão participaram da operação #DeOlhoNoCopo, realizada em bares e restaurantes.
Outros números divulgados
Ainda nos casos de contaminação de bebida por conta do metanol, o governo de São Paulo divulgou outros dados do assunto. Por exemplo, até agora, cinco pessoas já morreram, sendo três homens em São Paulo capital, uma mulher em São Bernardo do Campo e outro homem em Osasco.
No período, a polícia já fez 21.400 apreensões de garrafas, a partir do dia 29 de setembro. Outros 488 mil rótulos e 105.200 insumos acabaram apreendidos pela polícia nessas operações.
Por fim, o estado também já interditou 13 estabelecimentos comerciais por vender bebida adulterada com metanol. E, com o gabinete da crise em funcionamento, segue na ofensiva contra os grupos criminosos que vendem bebida adulterada.









