Aos 77 anos, morreu neste último sábado (10) o médico José Henrique Germann Ferreira. Ele foi secretário de Saúde do estado de São Paulo no auge da pandemia da Covid-19, durante o governo de João Doria (PSDB).
Até agora, não se informou a causa da morte do Doutor Germann, mas entidades médicas confirmaram a informação. Em nota, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), lamentou a morte do colega e ainda destacou todas as contribuições que fez para a área de saúde.
Além disso, o Cremesp enviou suas condolências aos familiares. Até por conta da pandemia, o médico ficou muito conhecido no noticiário e, principalmente, na defesa do uso de máscara, distanciamento social e em busca da viabilidade da vacina contra a doença que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil.
Doria lamenta morte de Germann

Como não poderia ser diferente, o ex-governador de São Paulo, hoje afastado da vida política, se manifestou e lamentou muito a perda do amigo. “Lamento profundamente a perda do Dr. José Henrique Germann, que foi Secretário de Saúde durante nossa gestão à frente do Governo do Estado de São Paulo. Médico respeitado e gestor público de alta qualidade, Germann prestou relevantes serviços à saúde pública no estado de São Paulo. Meus sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, disse.
Inicialmente, ele assumiu a secretaria de Saúde em 2019, logo no começo do governo de Doria. E, um ano depois, viveu certamente o maior desafio profissional de sua vida.
Afinal de contas, teve que coordenar as ações contra a doença que devastou e assombrou o mundo em 2020. E enfrentou desafios nunca antes vistos na história da humanidade.
No entanto, naquele mesmo ano, já com problemas de saúde, Germann deixou a pasta. Na oportunidade, o infectologista Jean Gorinchteyn, do hospital Emilio Ribas, assumiu a pasta.
Médico criou o Corujão da Saúde
Ainda como secretário de Saúde de São Paulo, Germann criou o Corujão da Saúde no estado. Além disso, criou inovações tecnológicas e ampliou o uso desses novos sistemas na rede estadual de saúde do estado.
Por fim, o médico morto neste final de semana se formou na USP (Universidade de São Paulo) e fez residência em Administração Hospitalar de Saúde. Além disso, era mestre e doutor pela Faculdade de Saúde Pública da USP e fez MBA pelo Insead, em 2005.
Germann também foi foi diretor-superintendente do Instituto Israelita de Consultoria e Gestão e do Hospital Israelita Albert Einstein. E, ainda foi diretor-adjunto do Hospital Sírio-Libanês, deixando importante legado para a saúde paulista.









