Março de 2026. Esse é o prazo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cravou como data para definir um candidato conservador à presidência da República. Com a prisão e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão, o nome dele agora é carta fora do baralho para a disputa em outubro de 2026.
Atualmente, Tarcísio de Freitas é o nome mais forte nos bastidores para ser o candidato da direita. E tentar vencer o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá tentar a reeleição.
“O pessoal está ansioso. O campo da direita vai se organizar”, prometeu o governador, durante o UBS WM Latin America Summit. Esse foi um fórum de empresários organizado em São Paulo pelo banco suíço Union Bank of Switzerland.
Tarcísio vive indefinição sobre reeleição

Eleito governador de São Paulo com apoio de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas ainda não sabe se disputará a reeleição por mais quatro anos. Assim como a presidência, a eleição para o governo também acontecerá em outubro do ano que vem.
Inicialmente, o atual governador deveria tentar a reeleição, enquanto teria o apoio de Bolsonaro. E ele também apoiaria o ex-presidente, mas o plano não se concretizou por conta da condenação do ex-presidente.
Durante o evento, Tarcísio ainda reforçou que dará tempo suficiente para escolher um nome forte à disputa presidencial, que represente a direita. E ele aposta que será alguém competitivo para disputar com Lula, em mais uma provável eleição polarizada.
Depois, o governador ainda citou nominalmente o partido do atual presidente como principal adversário em 2026. “Não tenha dúvida, nós vamos livrar o Brasil do PT”, afirmou aos empresários.
Na conversa, o governador paulista, que foi ministro de Infraestrutura no governo Bolsonaro, também defendeu um nome com perfil liberal e conservador. E lembrou que essa é, também, a característica da sociedade brasileira. “Será um pilar que privilegia o trabalho, a emancipação”, disse.
Governador desconversa sobre candidatura
No entanto, Tarcísio de Freitas sempre desconversa quando lhe perguntam sobre uma eventual candidatura à presidente da República. Para ele, é necessário “respeitar a liderança de Jair Bolsonaro” e aparar possíveis arestas para uma convergência dentro da direita no cenário nacional.
Ainda no evento, o governador de São Paulo defendeu o aumento das privatizações e concessões. E citou os exemplos que já acontecem no estado que governa.
Caso Tarcísio se candidate à presidência, os nomes de seu vice, Felicio Ramuth (PSD), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) surgem como os mais fortes para disputa do governo paulista. Por enquanto, nada é oficializado.









