Sete suspeitos de chefiar o tráfico de drogas na Favela do Moinho, em São Paulo, acabaram presos na manhã desta segunda-feira (8), em operação da Polícia Militar e do MPSP (Ministério Público de São Paulo). A favela fica na região dos Campos Elísios, no centro da capital paulista.
Segundo o Ministério Público, os presos na Favela do Moinho também abasteciam a região da Cracolândia, no centro de São Paulo. Nesta manhã, o principal alvo da operação foi Alessandra Moja, irmã do traficante Leonardo Moja, o ‘Leo do Moinho’, preso no ano passado e apontado como líder do crime da região.
Inclusive, a investigação mostra que Alessandra, que sempre se apresentava como líder comunitária, atuava para defender os interesses do irmão preso e que faz parte do PCC, facção criminosa que comanda os presídios no estado. E a filha de Alessandra também foi presa nesta operação.
Outros presos na Favela do Moinho

A Polícia Civil divulgou os nomes dos demais presos na Favela do Moinho nesta segunda. Entre eles, está José Carlos Silva, suposto substituto de Leonardo. Outro foi Jorge de Santana, que mantinha um bar e seria responsável por estocar drogas e armas.
Já Leandra Maria também foi detida acusada de ser liderança de uma ‘célula’ do tráfico na Cracolândia. Outros dois presos foram Paulo Rogério (responsável por distribuir as drogas) e Cláudio Celestino (envolvimento com tráfico e propinas).
Segundo a Polícia e o MP, a ação desta segunda tem um total de dez mandados de prisão preventiva. Além disso, há 21 mandados de busca e apreensão na região do Moinho.
Outro ponto considerado grave e ainda sob investigação é a denúncia de que membros do PCC extorquiam moradores da comunidade. E isso acontecia com quem saía de lá e para morar nos imóveis oferecidos pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
De acordo com a investigação, todos eles agiam a mando de Leo do Moinho. Ele foi preso na Operação Salus et Dignitas, no ano passado.
Governo tenta remover todas as famílias
Atualmente, o Governo do Estado comanda uma campanha de remoção de todas as 824 famílias que vivem na Favela do Moinho. Assim, os que aceitam ganham direito a um apartamento de R$ 250 mil e, caso queiram algo de valor maior, devem financiar o valor restante.
Entre os problemas encontrados também foi justamente a manipulação sofrida por esses moradores. Eles eram vítimas do grupo criminoso e, também, o dinheiro ilegal ajudava a financiar movimentos sociais criados para dificultar a remoção dos moradores para uma região fora dali.
Por fim, o governo tem como proposta transformar a Favela do Moinho em um parque. E, também, erguer duas linhas de trem na região.









