Fabrício Gomes de Santana, 40 anos, pode ter sido vítima do chamado ‘tribunal do crime’. Ele sumiu no dia 7 de janeiro e o corpo foi encontrado carbonizado neste domingo (11), com diversas lesões e sinais de tortura. Isso tudo por um motivo: ele era policial militar.
Essa possibilidade foi levantada pelo delegado Vitor Santos de Jesus, que comanda a investigação. Ele fez uma entrevista coletiva na tarde de domingo, antes da confirmação do IML, nesta segunda-feira (12), que confirmou ser de Fabrício Gomes o corpo encontrado em Embu-Guaçu, cidade cerca de 15 quilômetros de Itapecerica da Serra, onde o carro dele havia sido encontrado dois dias antes.
De acordo com o delegado do caso, o policial foi vítima de ‘delação’ de criminosos da zona sul de São Paulo. E, por ser policial, acabou ‘julgado’ e ‘condenado’ por bandidos da região.
Fabrício Gomes se desentende com usuário de droga

Ainda segundo o delegado, Fabrício Gomes foi a uma festa, na zona sul, com um amigo. Mas, se desentendeu com outro convidado, que estaria usando cocaína. E, como repreendeu esse suspeito, o policial foi ameaçado mais tarde.
Esse homem saiu da festa e o delatou como PM para os criminosos do bairro. E delatou o amigo de Fabrício por permitir a entrada de um policial naquela comunidade.
“Em razão disso, houve uma ligação feita para o amigo do PM, que foi convocado para comparecer num local para dar satisfações, mas ele convenceu o PM a ir junto. Chegando lá, o PM teria sido desarmado, arrebatado e levado para um lugar que ainda estamos investigando”, disse o delegado.
Em seguida, houve o julgamento sumário. “Não poderia estar ali’ naquela região, que seria um reduto do crime, vamos dizer assim. A partir daí demos sequência na investigação”, afirmou Jesus.
Por enquanto, essas informações são preliminares, mas ganham força nas investigações. E três suspeitos já estão presos por participação no crime, além do dono do sítio onde encontraram o corpo.
Policial iria se casar na última sexta-feira
Encontrado morto, carbonizado e com sinais de tortura, Fabrício Gomes de Santana tinha um filho. E iria se casar com sua namorada na última sexta-feira, dia 9, no civil, mas sumiu dois dias antes.
De acordo com a polícia, Fabrício era soldado da PM no CPA-M10 (Comando de Policiamento de Área Metropolitano 10). A Polícia Civil de Itapecerica da Serra comanda as investigações e os desdobramentos que tiraram a vida do policial.









