Jurado de morte pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, de São Paulo, descartou abandonar o país quando se aposentar. Ele disse, ainda, que se isso acontecer, representará o que chama de ‘falência do estado brasileiro’.
Nos últimos dez anos, o promotor convive com 24 horas de escolta policial. Isso por conta das constantes ameaças que recebe do grupo criminoso que surgiu dentro dos presídios paulistas durante a década de 1990.
Recentemente, o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz, já aposentado e sem escolta, morreu após ser fuzilado em atentado sofrido na cidade de Praia Grande. Enquanto estava na ativa, sempre foi um dos mais combatentes contra o PCC, embora ainda não haja confirmação oficial de que a morte tenha sido por esse motivo.
PCC tinha plano para matar o promotor de Justiça

A declaração do promotor de Justiça vei nesta sexta (14), momentos depois de uma operação coordenada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo). Na oportunidade, se revelou um plano audacioso desta facção criminosa para o assassinato de Gakiya. E, também, do coordenador de presídios Roberto Medina, que responde pelas unidades da região oeste paulista.
“A questão de eu ter que sair do país, se isso acontecer depois da aposentadoria, isso vai demonstrar a falência do estado brasileiro”, afirmou o promotor à imprensa.
Inclusive, Gakiya foi mais incisivo e disse que, se ele fugir, colocará ‘por terra’ todo o histórico de combate ao crime organizado no país. Para o promotor de Justiça, isso poderia até mesmo desencorajar novos profissionais da área, que se sentiriam ainda mais intimidados.
Atualmente, Gakiya está na lista de morte do PCC por conta de uma medida que tomou. Ele foi o responsável por determinar a transferência de líderes da facção criminosa para presídios considerados de segurança máxima pelo país. Inclusive, disse que jamais será ‘perdoado’ pelos chefões do crime organizado por conta disso.
Polícia cumpre 25 mandados de busca e apreensão
Na ação desta sexta-feira, a Polícia Civil tentou cumprir 25 mandados de busca e apreensão em cidades da região oeste paulista. Além disso, iniciou a quebra de sigilo telefônico e telemático de suspeitos de planejarem a morte do promotor, que segue sob proteção 24 horas por dia.
Entre outras ações, os criminosos teriam alugado uma casa a menos de um quilômetro de onde mora o promotor. E, ainda, fizeram um levantamento minucioso sobre a rotina de Roberto Medina, outro alvo potencial da facção criminosa.









