Samuel de Oliveira Magro, juiz e auditor fiscal do TIT (Tribunal de Impostos e Taxas), viveu dias de terror dentro de um cativeiro em São Paulo. Sequestrado na noite de domingo, acabou libertado na manhã desta terça-feira (20), após uma ação da Polícia Civil.
Atualmente, o TIT é vinculado à Sefaz-SP (Secretaria Estadual da Fazenda) e, na ação que libertou Samuel, cinco bandidos acabaram presos em flagrantes. Esse tribunal é responsável por justar processos administrativos tributários e tem juízes que representam tanto a Fazenda quanto os contribuintes.
No entanto, não há nenhuma ligação direta entre o sequestro e a atuação dele como juiz. E o caso ainda seguirá para investigação também pela Polícia Civil de São Paulo, que acompanha a história, em mais um registro de violência e insegurança na capital paulista.
Como foi o sequestro de Samuel

Segundo informações da Polícia Civil, o juiz Samuel Magro estava na Avenida Rebouças, região nobre de São Paulo, zona oeste da cidade, perto da rua Oscar Freire, onde moa e acabou abordado pelos criminosos, que o levaram para um cativeiro, ainda na capital paulista, mas quase no limite com Osasco.
Na oportunidade, Paulo, o companheiro do juiz, recebeu uma imagem codificada dele, o que indicou que estaria sendo sequestrado. Antes, o síndico do prédio onde mora já tinha acionado a polícia.
Isso porque recebeu mensagem de Samuel, em que autorizava a entrada no apartamento para vistoria, algo que não era normal. Então, já imaginou que seria sob coação e, inclusive, não havia sinal de arrombamento no imóvel.
Ainda não há informação sobre itens de valor que tenham sido levado ou se houve alguma transferência de valores e algo do tipo. No entanto, o fato é que o juiz do TIT foi libertado após dois dias de terror, medo e insegurança e já está bem, em casa novamente.
Delegacia antissequestro atuou no caso
Por fim, o resgate de Samuel Magro só foi possível após ação em que agentes da 2ª DAS/DOPE (Delegacia Antissequestro) e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), em conjunto.
Enquanto isso, os sequestradores foram levados para o DAS, no centro de São Paulo. Essa delegacia funciona no memo prédio do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Agora, a polícia irá investigar outros detalhes do sequestro de Samuel. E, por exemplo, saber se ele já vinha sendo vigiado pelos criminosos e se havia mais gente envolvida na ação.









