A soltura ilegal de balões virou alvo de uma ofensiva do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), com apoio da Polícia Miliar Ambiental. Na manhã desta terça-feira (25), os órgãos iniciaram a chamada Operação Bancada, com o principal objetivo de desmantelar ações de influenciadores e até de crimes cibernéticos em favor dessa prática.
Atualmente, na legislação brasileira, soltar balões é crime ambiental, pois, coloca em risco as áreas verdes, especialmente nos períodos de estiagem. Assim, a ideia é combater também esses influenciadores que usam canais digitais para divulgar essas práticas ilegais.
Essas pessoas, segundo o MP, promovem a confecção e soltura desses itens no território paulista. E coloca em risco até mesmo o espaço aéreo, em algumas situações.
Caça aos balões vem após seis meses de investigação

No entanto, a Operação Bancada, que mira combater a soltura de balões, não foi planejada agora. Nos últimos seis meses, o MP-SP já tem atuando em busca de provas e colhendo dados sobre pessoas que praticam esse tipo de crime.
Assim, a longa investigação ajudou a inteligência da polícia a identificar diversos autores e responsáveis por esse crime. E isso inclui não apenas a confecção e soltura, mas também a recuperação desses balões de grande porte por todo o estado.
Nas redes sociais, esses grupos não apenas incentivam, como também normalizam essa prática criminosa. E o poder público quer, na prática, desarticular totalmente essa cadeia de produção e logística em São Paulo.
Atualmente, diversas páginas na internet lucram e até monetizam com a divulgação desses itens proibidos. Por isso, a Justiça de São Paulo também determinou que essas páginas tenham suas contas na internet congeladas. Assim, é uma forma de tentar impedir a prática e dificultar ao máximo um tipo de ação que já causou muitas tragédias no país.
Caso recente em São Paulo deixou um morto
No último dia 13 de novembro, uma tragédia deixou uma pessoa morta no bairro do Tatuapé, em São Paulo, além de mais de dez feridos, alguns em estado grave. Na oportunidade, Adir de Oliveira Mariano, que já foi até preso há alguns anos por essa prática, morreu carbonizado após um incêndio na casa em que morava no bairro.
Naquele dia, uma explosão destruiu a casa, após artefatos inflamáveis utilizados para fazer balões pegar fogo. Além da morte de Adir, diversas casas foram interditadas pela Defesa Civil por conta do abalo causado pelos fogos. E muitos ainda não conseguiram voltar para suas casas.








