São Paulo terá 16 novos projetos habitacionais com requalificação de prédios na região central da capital paulista. Essa é a terceira rodada de apoio financeiro e subsídio por parte do poder público municipal.
Desta vez, a nova rodada terá diversos prédios ‘clássicos’ na listagem. Por exemplo, o Edifício Martinelli, mais antigo da capital, Copan, onde moram mais de 5.000 pessoas e Edifício 7 de abril, onde funcionava a antiga Telesp, estão na lista.
Assim, todos eles irão fazer parte do programa de retrofit, que visa adensar e revitalizar a região central de São Paulo. No último dia 8 de outubro, o Diário Oficial da Cidade publicou uma lista completa de locais que serão beneficiados.
Outros prédios conhecidos também estão na lista

A SMUL (Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento) aprovou uma seleção de prédios que ficam no centro da cidade e servem para moradia popular. Por exemplo, o antigo Residencial Cambridge, na Consolação, é um deles.
Esse espaço já foi um hotel de luxo na década de 1950 e agora será voltado para moradias. Outro ícone a ser revitalizado é o Edifício H Lara, que fica na Praça Antônio Prado.
Neste caso, se trata de uma construção de 1959, idealizada pela família Toledo Lara. Eles são herdeiros do Conde de Lara, que chegou a ser o segundo maior dono de imóveis na capital paulista naquela época.
Por fim, locais como Ramos de Azevedo, Rino Levi e Jacques Pilon serão contemplados com a retrofit. Na prática, a prefeitura quer melhorar o centro da cidade e levar mais moradores a uma região que, nos últimos anos, acabou tomada por usuários de drogas e criminosos.
Elisabete França, secretária Municipal de Urbanismo e Licenciamento, destacou a importância do projeto. E falou sobre essa terceira etapa de recondicionamento dos empreendimentos residenciais.
Além de impulsionar a moradia popular, conseguimos ampliar a participação de condomínios e incentivar o retrofit de edifícios históricos que são verdadeiros marcos da cidade
Aporte foi de R$ 200 milhões
De acordo com os dados divulgados pela prefeitura de São Paulo, esses prédios voltados para habitação popular receberão um aporte de R$ 200 milhões do poder público. E o investimento total passará de R$ 1 bilhão, com o apoio da iniciativa privada.
Essas obras no centro da capital paulista preveem regras específicas para cada grupo de faixa econômica. No caso, voltados para quem ganha até três salários-mínimos por mês e outra para quem ganha até seis salários-mínimos.









