Bitcoin hoje despenca a R$ 398.630 com queda de 1,2% — criptomoeda vale 245 salários mínimos em meio a tensões globais

Moeda digital opera em baixa após período de volatilidade, mas ainda mantém poder de compra elevado no mercado brasileiro

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Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
Foto: Corretora ByBit de criptomoedas é proibida de operar no Brasil pela CVM; confira - Freepik -
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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.

R$ 398.630.

O Bitcoin hoje opera em queda de 1,2%, perdendo R$ 981 em relação ao fechamento anterior. A criptomoeda mais negociada do mundo vale agora o equivalente a 245 salários mínimos brasileiros — um poder de compra que poucos ativos conseguem manter no país.

A volatilidade marcou as últimas 24 horas. A máxima bateu R$ 407.103, enquanto a mínima ficou em R$ 398.346. Uma amplitude de R$ 8.757, ou 2,2% — o tipo de oscilação que faz o trader amador suar frio.

O que está por trás dessa queda?

O mercado cripto opera sem um catalisador único, mas as tensões globais pesam. Portais especializados apontam receios de manipulação e conflitos geopolíticos como fatores de pressão sobre os ativos digitais.

No Brasil, o cenário é diferente.

A regulamentação das criptomoedas avançou com a Resolução 521 do Banco Central, que entrou em vigor em maio. As exchanges brasileiras agora operam sob regras mais claras — um passo importante para a legitimidade do setor no país.

Quanto vale um Bitcoin em reais?

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00, um Bitcoin custa hoje o equivalente a 245 salários. Para quem ganha um salário por mês, seria necessário trabalhar mais de 20 anos sem gastar um centavo para comprar uma unidade da criptomoeda.

A conta fica mais clara em produtos do dia a dia: um iPhone 16 Pro Max (cerca de US$ 1.200) custaria aproximadamente R$ 6.300 só no câmbio Bitcoin-Real, sem impostos.

Mas tem outro lado da moeda — literalmente.

Quem comprou Bitcoin há alguns anos e manteve a posição ainda está em território positivo. A moeda digital continua sendo vista como reserva de valor em economias com alta inflação, mesmo com as correções recentes.

Selic versus Bitcoin: onde render mais?

A Selic está em 14,5% ao ano. O IPCA acumulado em 12 meses é 4,14%. Quem guarda R$ 10.000 na renda fixa por 1 ano recebe cerca de R$ 1.450,00 brutos — descontando Imposto de Renda de 15% a 22,5% conforme o prazo.

O Bitcoin não paga juros. Mas sua valorização histórica compensa? Depende do timing da entrada e da tolerância ao risco. A volatilidade de 2,2% em um dia mostra que não é investimento para cardíacos.

Para o trabalhador que ganha R$ 2.500 mensais, investir em Bitcoin significa alocar pelo menos alguns meses de salário em um ativo que pode subir 10% ou cair 15% na mesma semana.

Regulação brasileira muda o jogo?

O marco legal das criptomoedas no Brasil trouxe mais segurança jurídica. As exchanges agora seguem regras similares às instituições financeiras tradicionais, com controles anti-lavagem e proteção ao investidor.

Isso pode atrair capital institucional brasileiro para o setor. Fundos de pensão e grandes fortunas começam a ver Bitcoin como parte de portfólios diversificados — não mais como especulação pura.

A questão é: o mercado brasileiro tem apetite para absorver mais volatilidade? Com a Selic oferecendo retorno real positivo sobre a inflação, a competição pelos recursos do investidor está acirrada.

Como mostrou Dabliu Mendes na matéria Bitcoin hoje a R$ 401.613 com alta de 1,19% — criptomoeda vale 247 salários mínimos brasileiros, a moeda digital mantém correlação com movimentos globais, mas o cenário regulatório brasileiro adiciona uma camada de estabilidade ao mercado local.

Para quem está de fora, a pergunta que não quer calar: R$ 398.630 é piso ou é teto? O mercado não dá certezas, mas os dados mostram que o Bitcoin continua sendo um ativo de alta volatilidade com potencial de ganhos — e perdas — expressivos.

Fontes:


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✦ economia — Esta reportagem, publicada há 1 dias, é assinada por Dabliu Mendes, editor-chefe do ▷ Diário SP. Dabliu Mendes é jornalista com mais de 10 anos de atuação na imprensa brasileira. Atualmente é editor e colunista do Diário SP, onde cobre loterias, legislação e finanças pessoais com foco em informação acessível e apuração rigorosa. Ao longo da carreira, acompanhou de perto centenas de sorteios das Loterias da Caixa e se especializou na cobertura do mercado de apostas no Brasil, incluindo regulamentação, impactos sociais e mudanças legislativas. Tem 38 anos e mora em Nova Mutum (MT). Para acompanhar mais coberturas de Dabliu Mendes, .

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