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⚠️ Aviso: As informações desta matéria têm caráter informativo e educacional. Valores, taxas e simulações são aproximados e não constituem recomendação de investimento.
São José dos Campos (SP), segunda-feira, 30 de março de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Os juros do chamado rotativo do cartão de crédito atingiram a marca de 435,9% ao ano em fevereiro, segundo o BC (Banco Central). Na prática, esse número significa um impacto de peso no orçamento familiar, especialmente de quem não consegue pagar a fatura dentro do prazo.
Na prática, chamado rotativo é quando o consumidor não consegue pagar toda a fatura naquele determinado mês. Assim, para o mês seguinte, esse valor se torna ainda mais caro.
Aqui, um exemplo: uma pessoa que deixou R$ 1.000 no rotativo em 12 meses, irá pagar no final cerca de R$ 5.339. Isso porque, somado aos juros compostos, o valor final fica mais de cinco vezes maior. Então, dos R$ 1.000 iniciais, terá pago R$ 4.339 apenas de juros.
Se pagar em dia, não tem juro do rotativo

No entanto, se o cliente que tem um cartão de crédito pagar a fatura em dia, não terá nenhum tipo de juros. Desta maneira, continuará com viabilidade financeira e sem tem que pagar a mais por isso.
Para compreender como funciona o rotativo: a taxa de 435,9% ao ano precisa ser convertida para mensal, porque incide mês a mês.
A fórmula de conversão é: taxa mensal = (1 + 4,359)^(1/12) − 1
Isso dá aproximadamente 15,16% ao mês. Aplicando juros compostos por 12 meses sobre R$ 1.000:
- × (1 + 0,1516)^12
- Resultado: aproximadamente R$ 5.359
O que isso significa:
SituaçãoValorDívida inicialR$ 1.000Após 12 meses no rotativo~R$ 5.359Juros pagos~R$ 4.359
Na prática real, após 30 dias no rotativo o banco é obrigado por lei a parcelar a dívida — então ninguém fica 12 meses corridos puro. O que acontece é que muita gente volta ao repetidamente, o que tem efeito parecido e faz com que a dívida aumente, formando a chamada ‘bola de neve’, o que também compromete a saúde financeira das famílias.
Endividamento aumenta, diz BC
Nos últimos 12 meses, a taxa de inadimplência no cartão de crédito, indo para o rotativo, aumentou quando se passa de 90 dias. No período, o índice subiu de 0,2% para 1%, considerando aqueles clientes que entraram ou continuaram nesta modalidade de juros.
Além disso, segundo o Banco Central, o endividamento das famílias ficou na casa dos 49,7% em janeiro. Mas, se excluir o financiamento imobiliário, isso ficou em 31,3% em janeiro de 2026.
O que fazer para sair das dívidas
Segundo especialistas em finanças pessoais, o ideal é evitar o usar o cartão de crédito quando não se tem o valor para pagar à vista. No entanto, quando acontecer de entrar no rotativo, uma alternativa é apostar no empréstimo consignado.
Isso porque poderá quitar a dívida no cartão de crédito e pagar uma parcela com juros menores. Por exemplo, a Caixa Econômica Federal oferece crédito consignado de 1,6% ao mês de juros. No ano, esse juro será de 21%, ou seja, cerca de 20 vezes menor que o valor da taxa do cartão de crédito.
Em resumo, esses R$ 1.000 do consignado terá custo total de R$ 1.100 ao final do empréstimo, com R$ 100 de juros. Já o valor do rotativo, como dito anteriormente, terá valor total de R$ 5.339 e R$ 4.339 de juros.
Desta maneira, o rotativo do cartão de crédito é sempre a última opção a se usar. Atualmente, é considerado uma das taxas de juros mais altas do mundo e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou a dizer que essas taxas são ‘punitivas’ e disse que é necessário buscar soluções mais saudáveis para os consumidores.
⚠️ Aviso: Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte um especialista antes de tomar decisões financeiras. Dados conforme fontes oficiais na data de publicação.
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