Uma despedida brutal da vida. Aníbal Fonseca de Figueiredo Neto, 67 anos, era físico e apaixonado pela profissão. Inclusive, era parceiro do Museu Catavento, do Governo de São Paulo, o qual ajudou a conceber.
Mas, neste último final de semana, um acidente interrompeu a vida de Aníbal. E deixou a família de luto e inconformada.
Na oportunidade, ele foi atropelado por Anderson Augusto de Oliveira, um PM de 34 anos, de folga, que também morreu no acidente. O físico, segundo testemunhas, atravessava a faixa com o sinal fechado, quando o PM passou em alta velocidade e colidiu a moto. Ambos morreram na hora.
Aníbal era consultor em museus

Físico de formação pela USP (Universidade de São Paulo), Aníbal vivia na capital paulista e sempre amou o seu trabalho. Além de consultor em museus, ele também contribuía para o desenvolvimento de institutos científicos no Brasil.
Inclusive, após o ocorrido, a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo emitiu uma nota lamentando a perda do professor. E, também ,exaltando a importância dele para o setor cultural e científico do estado.
“Com participações constantes nas adaptações dos experimentos da seção Engenho para instalações temporárias, ações em shopping centers e para a carreta itinerante ‘Museu Catavento – Ciência que vai até você’, que leva a ciência a diferentes regiões do estado”, diz trecho da nota.
Além disso, o professor morto no final de semana era mestre em ensino de Ciências pela USP. Outro projeto importante que participava era na coordenação do ‘Brinca Ciência’, no Parque Sabina. Aníbal também era diretor de projetos no Ciência Prima.
Enfim, um profissional da ciência envolvido em diversos projetos de relevância para a sociedade paulistana e brasileira. E que, em uma fatalidade no trânsito, se interrompeu de forma definitiva.
Ao menos, Aníbal deixa um legado de dedicação e amor pela ciência. E o trabalho dele, certamente, servirá de inspiração para gerações futuras em São Paulo e no restante do país.
Educador a vida inteira
Lucas Dini, filho de Aníbal, que trabalha com o pai, destacou a importância da referência dele. Tanto é que o físico foi educador por mais de 35 anos em uma mesma empresa. Em entrevista ao g1, Dini ainda lembrou que o pai fazia tudo isso porque ‘amava’ o trabalho e a área de atuação.
Além disso, destacou que o pai ensinou muito sobre o despertar para o prazer de aprender. Mais que isso, que era necessário ir aos museus não apenas para ver, mas para se encantar. Agora, o físico Aníbal deixará um legado para seus descendentes, alunos e amigos.









