A triste notícia que a família não queria ter. Isso porque o IML (Instituto Médico Legal), confirmou ser do cabo da PM (Polícia Militar), Fabrício Gomes de Santana, 40 anos, o corpo que encontraram em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.
Desde o último dia 7 de janeiro, Fabrício Gomes de Santana estava desaparecido – ele se casaria no civil no dia 9. Mas, neste domingo (11), o corpo foi achado, carbonizado, e ainda precisava da perícia para a confirmação oficial.
Desta maneira, através das impressões digitais, o IML confirmou a identidade do policial que também deixou um filho pequeno. De acordo com os lados, houve traumatismo craniano e sinais de tortura no corpo do PM que, inclusive, estava de férias naquele momento.
Fabrício tinha ido visitar o pai

Antes de sumir, Fabrício Gomes de Santana tinha ido visitar o seu pai e o filho, que moram na estrada do M’Boi Mirim. Depois disso, ninguém mais o viu e, para piorar, ainda encontraram o carro dele queimado em uma estrada rural na região de Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo.
Neste domingo, em ação que contou com mais de 80 agentes policiais e cães farejadores, acharam o corpo do PM. Isso aconteceu graças a uma denúncia feita de forma anônima.
Antes de encontrarem o corpo do policial, três suspeitos de participação no crime já tinham sido presos temporariamente. Agora, com a confirmação do homicídio, seguirão presos.
Além disso, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), um quarto suspeito está preso. No caso, o caseiro do sítio onde encontraram o corpo do cabo da PM.
Segundo a polícia, o corpo foi liberado na manhã desta segunda-feira (12), por volta das 8h30, pelo IML de Taboão da Serra. E o enterro acontecerá no Cemitério Cerejeiras, que fica no Jardim Ângela, região sul da capital paulista.
Suspeito ‘delatou’ PM, diz delegado
No dia em que desapareceu, Fabrício Gomes estava em uma confraternização na região do bairro Horizonte Azul e discutiu com um homem. E este, depois, teria o ‘delatado’ para os criminosos do bairro, que é tomado pelo tráfico de drogas.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Vitor Santos de Jesus, um dos suspeitos queria usar um pino de cocaína na festa, o que teria irritado Fabrício. “O policial se viu desrespeitado e o repreendeu. De início, o homem pediu desculpas, mas saiu e foi procurar o pessoal da criminalidade local. Ele teria delatado o amigo do PM por ter permitido que um policial militar frequentasse o local”, disse o delegado.
Ainda de acordo com Jesus, o cabo da PM acabou ‘julgado e condenado’ pelo crime organizado da região. “Em razão disso, houve uma ligação feita para o amigo do PM, que foi convocado para comparecer num local para dar satisfações, mas ele convenceu o PM a ir junto. Chegando lá, o PM teria sido desarmado, arrebatado e levado para um lugar que ainda estamos investigando” disse na coletiva. Então, no local, aconteceu o julgamento sumário “pelo simples fato de ser policial e de estar ‘no lugar errado, na hora errada”, afirmou o delegado.









