Affonso Celso Prazeres de Oliveira, 86 anos, morreu na manhã deste último domingo (21), em São Paulo. E deixou um legado para amigos, familiares e, também, muita história para a capital paulista.
Afinal de contas, por mais de 30 anos, seu Affonso foi síndico do icônico edifício Copan, no centro de São Paulo. Os familiares ainda não divulgaram a causa da morte dele.
Agora, ele será cremado no início da tarde desta segunda-feira (22), a partir das 13h, na Cremação Vila Alpina. O velório aconteceu no bairro Bela Vista, no Funeral Home, na noite de domingo.
Affonso vivia no Copan desde a década de 1960

Affonso Prazeres tinha uma história que se misturava com o próprio Copan. Afinal de contas, ele vivia no prédio desde 1963, quando ainda era um edifício novo. E na década de 1990, recebeu o convite para ser síndico do espaço.
Depois disso, nunca mais saiu do cargo e ficou até o seu último dia de vida. Inclusive, o morador ilustre era uma atração à parte no prédio que virou cartão postal da capital paulista.
Enfim, a história do Copan se misturava com a vida desse homem, nascido em 1939 e que tinha uma vida dedicada à cidade e ao prédio. Ele foi morar no Copan antes mesmo da inauguração oficial, em 1966, após cerca de 15 anos de construção.
Essa obra foi idealizada pelo arquiteto renomado Oscar Niemayer, o mesmo que projetou Brasília. E a fachada ondulada do Copan sempre chamou a atenção por essa peculiaridade.
Para o síndico, o prédio era uma extensão de sua vida e sempre colecionava muitas histórias sobre o local. Até mesmo um cinema já funcionou no térreo do edifício, que recebe comércio na parte de baixo e 32 andares de apartamentos residenciais na parte de cima. Um prédio de característica peculiar.
Síndico agora será substituído
Com a morte de seu Affonso, um novo síndico irá assumir o Copan, mas ainda não sés divulgaram o nome. De todo o modo, Affonso Celso já deixou seu nome na história do edifício no centro da capital, que resistiu ao tempo e às mudanças típicas de uma grande metrópole.
Por fim, é possível até dizer que seu Affonso Celso foi o ‘prefeito’ do Copan. Afinal de contas, nesse prédio vivem mais de 5.000 moradores. Na prática, é uma população maior que a de muitas cidades do estado e do restante do país. Assim, a responsabilidade era sempre ainda maior.









