Acabou o mistério. O corpo encontrado carbonizado na casa destruída na megaexplosão no bairro do Tatuapé, em São Paulo, é do baloeiro Adir Mariano, 46 anos.
Essa confirmação aconteceu na tarde deste sábado (15) após os exames feitos pela Polícia Científica. E a SSP (Secretaria de Segurança Pública, confirmou que era Adir Mariano a pessoa encontrada sem vida na residência.
A megaexplosão aconteceu na noite de quinta-feira (13), na rua Francisco Bueno. Essa rua fica perto das movimentadas Avenida Salim Farah Maluf e Celso Garcia, duas importantes vias na região central de São Paulo.
Adir Mariano morava de aluguel

Adir Mariano morava de aluguel nesta casa no Tatuapé, região leste de São Paulo, a cerca de 40 dias. No entanto, a casa já era alugada antes pelo irmão, Alessandro, com o qual inicialmente não tinha um bom relacionamento.
No entanto, na residência, foram encontrados artefatos de fogos de artifício, utilizados para produzir balões. E esse tipo de produto é proibido, já que soltar balões é crime ambiental.
Desta maneira, a perícia ainda confirmará se a megaexplosão foi causada pelo armazenamento ilegal dos produtos, o que é a hipótese mais provável. E, na hora do acidente, Adir era a única pessoal na residência e acabou sendo carbonizado.
Como ele não dava mais notícias aos familiares desde quinta, já se considerava provável que o corpo seria dele. Agora, segundo o advogado do irmão da vítima, Adir será cremado e, depois, enterrado, em uma cerimônia de despedida privada, apenas para familiares.
Entre 2011 e 2012, o homem já havia sido investigado por fazer parte de grupos de baloeiros em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. No entanto, acabou absolvido totalmente em 2015.
Nas redes sociais, há menções de participação de eventos de baloeiros. E isso reforça a tese de que ele era o dono do material que explodiu.
Esposa diz que não sabia do armazenamento
A esposa de Adir Mariano estava no shopping no momento da explosão e, por isso, se salvo. No entanto, em depoimento à polícia, disse que não sabia da existência do armazenamento de fogos de artifício na residência.
Em 2011, Adir chegou a ser detido em São José, com alguns amigos, correndo atrás de balões. E, com o depósito clandestino em sua casa no Tatuapé, é provável que fosse fazer novos itens para soltar futuramente.
Mas, o fato é que a ação de Adir Mariano gerou um acidente grave, que deixou também dez feridos. Isso sem contar o prejuízo financeiro para outras pessoas que moram na vizinhança, onde 11 casas ainda estão interditadas pela Defesa Civil.









