A médica cardiologista Stephanie Rizk viveu um ‘teste para cardíacos’ durante uma viagem de avião entre São Paulo e Anápolis (GO) nesta última terça-feira (23). Afinal de contas, o voo particular, que saiu do Campo de Marte, na capital paulista, acabou interceptado por um caça F5 da FAB (Força Aérea Brasileira).
Desta maneira, a médica, apesar do susto e tensão, conseguiu filmar, de dentro do seu avião, a aproximação do caça. “Tá muito perto. Meu Deus do céu. Pelo amor de Deus. Olha isso”, disse em trecho do vídeo que postou nas redes sociais.
Além do vídeo, a médica cardiologista ainda postou diversas fotos do caça e colocou em sua conta no Instagram. “Sim, isso aconteceu de verdade. Durante um voo, um caça da Força Aérea Brasileira se aproximou da aeronave em uma interceptação de rotina. Procedimento padrão, sem risco algum. Ainda assim, a cena é impactante, surreal e inesquecível. Daqueles momentos que a gente vive e só depois entende a dimensão”, escreveu.
Avião estava regularizado

Na prática, o avião foi alvo de uma ‘blitz’ aérea, semelhante às que acontecem nas estradas, com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), por exemplo. E o caso registrado por Stephanie gerou muita curiosidade.
Nesta terça, o caça da Força Aérea Brasileira se aproximou e, pelo rádio, pediu todas as informações do avião. Como o comandante passou tudo corretamente e não havia nada de errado, pôde prosseguir normalmente.
Inclusive, o piloto depois explicou aos passageiros o que estava acontecendo. E mostrou que estava tudo em ordem. Francisco Carlos Miralles, que atua nesta profissão desde 2011, era comandante do avião naquele momento.
Em entrevista ao portal g1,m o piloto disse que, na manobra normal do voo, percebeu o caça F5. E, então, iniciou o procedimento padrão de interceptação, que aconteceu com total segurança.
Controle de tráfego faz contato com avião
No dia a dia, esse tipo de interceptação que aconteceu com o avião em São Paulo segue a diversos padrões rigorosos. Primeiramente, quando há a detecção de uma aeronave suspeita, dentro da ZIDA (Zona de Identificação de Defesa Aérea), há o primeiro contato.
Em seguida, o controle de tráfego aéreo, tanto civil quanto militar, busca o contato direto com a aeronave. Assim, é necessário mostrar a identidade aérea e as intenções. Se não houver uma resposta adequada, aí surgem os caças de intercepção da FAB.
Atualmente, o COMAE (Comando de Operações Aeroespaciais), é quem fica responsável por essas ações da FAB. E as ações em um avião só podem ocorrer dentro do território nacional.









