O assassinato do cabeleireiro Betto Silveira, 59 anos, no último dia 22, em São Paulo, está perto de ser desvendado. Isso porque, na manhã desta segunda-feira (1), a Polícia Civil prendeu dois suspeitos na pequena cidade de Tavares, a 400 quilômetros de João Pessoa (PB).
Após identificação dos dois por câmeras de segurança saindo da casa de Betto Silveira, se iniciou a investigação. E, com a ajuda entre as polícias de São Paulo e da Paraíba, se chegou aos dois suspeitos.
Aercio Leonardo e Claudeni Barreto foram presos no interior da Paraíba, quase 10 dias depois do crime na capital paulista. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) também auxiliou nas buscas.
Suspeitos de matar Betto Silveira estão em prisão temporária

Agora, os dois principais acusados da morte de Betto Silveira tiveram decretara a prisão preventiva pela Justiça de São Paulo. Na verdade, essa decisão já foi tomada no último dia 27, antes mesmo de eles serem presos.
E, graças às câmeras de segurança na rua do cabeleireiro, em Altos de Pinheiros, se chegou aos dois. Segundo Gabriel Brienza delegado do DHPP, o trabalho dos investigadores da equipe BSul e da 1ª Delegacia de Repressão a Homicídios foi o principal responsável para encontrar a dupla.
“Com a identificação, foi possível representar pela prisão temporária dos suspeitos e decretada judicialmente. Isso demonstra a importância da cooperação dos órgãos de persecução penal para a solução de crimes”, afirmou.
No dia 26, um terceiro suspeito até foi preso, mas liberado em seguida, após prestar depoimento. E, sem nenhum indício de envolvimento, não faz parte mais da lista, ficando o foco nos outros dois.
José Roberto Silveira era um cabeleireiro conhecido na região oeste de São Paulo. E o crime deixou amigos e familiares chocados com a crueldade.
Como aconteceu o crime
No dia 22 de novembro, os dois suspeitos foram vistos saindo da residência, na parte da madrugada. E, no dia seguinte, a mãe do cabeleireiro, de 98 anos e que depende do filho para se alimentar, notou a falta dele e ligou para a sobrinha.
Então, ela e o sócio de Betto Silveira foram até o local, conseguiram entrar na casa e o encontraram já sem vida. Além disso, estava com a boca amordaçada com uma toalha e os pés amarrados com um fio de telefone.
Havia ainda vários hematomas na vítima e marcas de sangue, além de uma faca no banheiro. Agora, ainda não se sabe a motivação do crime, pois, inicialmente, nada foi roubado. E ainda falta esclarecer porque tiraram a vida de Betto Silveira.









