Priscila Versão, 22 anos, espancada e morta pelo namorado na última segunda-feira (23), estava em um relacionamento abusivo. Quem crava é a própria mãe da jovem, Selva Alves Ribeiro da Silva.
Em uma triste coincidência, Priscila era amiga de Tainara Souza Santos, que morreu em dezembro após ser arrastada e atropelada pelo ex-namorado. E os dois casos aconteceram na zona norte de São Paulo.
Durante entrevista à Rede Globo, dona Selma disse que vivia tentando convencer a filha a terminar a relação. Isso porque, anteriormente, já havia acontecido histórico de agressão.
Mãe de Priscila destaca relacionamento tóxico

Segundo a mãe de Priscila, o relacionamento dela com o namorado era dos piores. E afetava, principalmente, o lado emocional da filha.
Ela estava dentro de um relacionamento abusivo tóxico e estava doente emocionalmente. Eu lutei com todas as minhas forças. Fiz o que eu pude o que eu não pude para ela sair desse relacionamento
Em tom de desabafo, dona Selma ainda questionou quantas vezes mais uma mãe terá que sair em uma reportagem dessas. “Como vou explicar para o meu netinho? Vou falar que a mãe está viajando?”, questiona.
Acusado pelo feminicídio, o namorado dela, Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, foi preso em flagrante. Ele deverá responder pelo crime de feminicídio.
A jovem morta trabalhava como autônoma e ainda tinha três filhos com ele, com idades de seis meses, quatro anos e seis anos. Assim, a relação entre os dois já vinha desde a adolescência dela, com 13 anos de diferença de idade. Até agora, a defesa do acusado não se manifestou.
Por fim, a mãe de Priscila ainda destacou que outros casos de agressão aconteceram durante o relacionamento. “Quando um homem bate em uma mulher, ele não está batendo só nela, ele está batendo na mãe dela. Meu coração está despedaçado. Eu sei que ela não vai voltar mais”, afirmou à Globo.
Avó não sabe o que fazer
Além da dor de perder a filha Priscila, de 22 anos, dona Selma também diz não saber o que fazer daqui para a frente. Isso porque ela trabalha como faxineira e terá dificuldades para criar os três netos sozinha, financeiramente. “Acabou para mim, não acredito em mais nada, não quero fazer mais nada, não vai ter como eu fazer mais nada. Não vai ter como eu trabalhar de dia ou como entrar em uma empresa de noite, porque eu tenho que cuidar dos filhinhos dela. Estou de mãos atadas. Ele vai se arrepender do que ele fez”, disse.
E o crime aconteceu na Avenida Julio Bueno, no Jardim Brasil, quando eles foram a uma festa. Por volta das 4h30 da manhã, Deivit a agrediu e depois a levou ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, já sem vida e com diversas marcas de espancamento.
No Guia de Encaminhamento de Cadáver, havia o apontamento de sangramento no nariz e roupa com cheiro de gasolina. Ao chegar ao hospital, Deivit ameaçava atear fogo no próprio corpo. Mas, disse que, após brigar com a esposa, saiu do boteco e, quando voltou, encontrou Priscila já caída na rua e a socorreu.








