O consumo consciente de água virou alvo de campanha e preocupação por parte do governo do estado de São Paulo. Isso porque, nesses dias de calor extremo, houve aumento no consumo, mas as chuvas previstas para o período ainda não vieram como deveriam.
Consequentemente, os reservatórios de água, especialmente na Grande São Paulo, que já estavam baixos, agora pioraram. De acordo com o governo, esse calor extremo elevou o consumo em 60% nesta última semana.
Atualmente, os reservatórios que abastecem a Região Metropolitana do estado, estão com apenas 26% da capacidade. E até se aproximam da grave crise hídrica de 2014 e 2015, quando muitos chegaram ao chamado volume morto.
População tem participação fundamental no consumo de água, diz diretoria

Nesta semana, a diretoria adjunta de Comunicação da Defesa Civil de São Paulo, tenente Ludmyla Andrade, falou em entrevista que a participação da população é fundamental. Segundo ela, cada pessoa tem a responsabilidade de evitar o desperdício de água neste momento de estiagem.
Normalmente, o final do ano costuma ser chuvoso, mas as mudanças climáticas também alteraram essa situação. Assim, depois da esperada estiagem do meio do ano, o tempo seco prevaleceu em São Paulo neste período também.
São diversas práticas que podem ser feitas no dia a dia para melhorar a economia de água, como varrer a calçada em vez de lavá-la, não lavar o carro com mangueira, não encher piscinas e priorizar a água para a alimentação e para a higiene pessoal
Ainda de acordo com a secretária, esse é o momento de se garantir um cuidado redobrado. E, se possível, devemos reduzir tempo de banho. Como exemplo, ela disse que uma ducha que era de 15 minutos e cai para 5 minutos, significa uma economia de até 162 litros de água.
Até mesmo problemas como vazamento de água nas casas é motivo de preocupação redobrada e não só pelo aumento da conta de luz. Mas, para evitar o desperdício de algo que poderá faltar lá na frente.
Estado diz que economiza desde agosto
Segundo o governo do estado, desde agosto, há uma redução da pressão da água dos reservatórios no período noturno. Essa ação vale especialmente para a região da Grande São Paulo, que vive a situação mais crítica.
Com isso, entre 28 de agosto e 16 de dezembro, já houve uma economia de 57 bilhões de litros dos mananciais responsáveis pela região. Os dados foram divulgados pela Sabesp, responsável pelo abastecimento de diversas cidades paulistas.
Essa quantidade de água seria suficiente para o abastecimento de 10 milhões de pessoas durante 30 dias. Atualmente, a redução da pressão nos canos acontece por cerca de dez horas por dia.









