A Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica em 24 cidades da Grande São Paulo, anunciou neste sábado (13) que deverá normalizar 100% do serviço até a noite deste domingo (14). Desde o vendaval que atingiu a região na quarta-feira (10), milhares de moradores da Região Metropolitana sofrem com a falta de eletricidade.
No ápice do problema, foram mais de 2 milhões de imóveis sem energia elétrica. Agora, segundo os dados divulgados pela própria Enel, 446 mil imóveis ainda estão às escuras na Grande São Paulo.
Considerando apenas a capital, são mais de 306 mil imóveis sem luz. Gradualmente, os moradores e comerciantes tentam retomar a vida normal.
Enel diz que vendaval foi o maior já registrado

Em nota, a Enel informou à imprensa que segue trabalhando para conseguir normalizar a distribuição de energia elétrica na Grande São Paulo. Além disso, culpou o vendaval, considerado o maior já registrado na região, pela falta de energia elétrica.
Além disso, diversas árvores caíram, assim como postes, gerando mais prejuízos aos moradores e comerciantes. Outro ponto negativo foi o cancelamento de mais de 300 voos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, entre quarta e quinta-feira (11). Em Guarulhos, o aeroporto internacional também enfrentou problemas e isso acabou afetando voos no país inteiro nesta semana.
Ao menos neste final de semana, os pousos e decolagens já estão normalizados. Porém, muitos passageiros ficaram no prejuízo e perderam os seus compromissos.
Desta vez, o vendaval passou dos 90 km/h, segundo os dados meteorológicos. E os moradores ainda estão se recuperando do susto, que inclusive registrou vítimas fatais no período.
Segundo a Enel, na quinta-feira, dia de maior demanda, colocou 1.800 funcionários nas ruas para trabalhar. Aliás, esse foi outro problema, já que houve funcionário que cobrou até R$ 2.500 para religar energia em alguns lugares e outros foram filmadas fazendo dancinhas e postando na internet.
Justiça irá multar a empresa
Na noite de sexta-feira (12), a Justiça de São Paulo determinou que a Enel restabelecesse o fornecimento de energia para todos os consumidores de forma imediata. Então, houve um prazo de até 12 horas para residências e, no máximo, quatro horas, para hospitais e locais onde vivem pessoas idosas vulneráveis.
Caso contrário, haverá uma aplicação de multa de R$ 200 mil por hora. A Enel tem contrato de concessão até 2028 no estado de São Paulo. No entanto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), defendem o rompimento desse contrato e até uma intervenção federal.









