Cerca de 25% dos moradores da Favela do Moinho, em São Paulo, já saíram do local em um mês. Os dados foram divulgados pelo próprio Governo do Estado de São Paulo, nesta semana.
Esses moradores da Favela do Moinho se cadastraram no plano de reassentamento voluntário do governo estadual. E esses números representam 216 famílias que aderiram ao programa desde o último dia 22 de abril.
Atualmente, cerca de 850 famílias estão cadastradas para saírem da Favela do Moinho. A saída das pessoas do local também já foi alvo de polêmicas, pois, muitas famílias não querem sair e o governo sofre críticas por parte da oposição.
Famílias na Favela do Moinho têm várias opções, diz estado

Segundo as informações divulgadas pelo Governo do Estado, os moradores da Favela do Moinho que saíram não ficarão desamparados. Isso porque, contam com diversos tipos de apoios financeiros para se realocarem.
Por exemplo, é possível escolher apartamentos em 25 empreendimentos diferentes, todos oferecidos pela CDHU. E esses imóveis estão em diferentes estágios, tanto prontos quanto em construção e ainda na planta.
Além disso, é possível apontar imóveis que custem até R$ 250 mil, mas sem custo para as famílias com renda de até R$ 4.700 mensais. Isso, inclusive, faz parte de uma parceria feita entre o governo paulista e o Ministério das Cidades, do governo federal, na semana anterior.
No entanto, que opta por um imóvel que ainda não está pronto, recebe R$ 2.400 de caução e outros R$ 1.200 de auxílio moradia a partir do mês seguinte, para alugar uma casa. E isso vale para quem assinou contrato antes dessa parceria.
Atualmente, falta apenas a publicação do Ministério da Cidade para se ter detalhes das regras desta operação. Assim, o atendimento aos moradores da região será mais adequado.
Moradores terão apoio logístico
Por fim, os moradores que optaram por sair da Favela do Moinho ainda terão um apoio logístico da CDHU. Na oportunidade, terão um caminhão para mudança completo e uma equipe de profissionais com experiência em desmontagem de imóveis.
Outro ponto é que vans oferecidas pelo estado ficarão disponíveis para levar essas famílias ao novo endereço que escolheram. E as casas esvaziadas ainda passam por uma descaracterização da CDHU, como forma de evitar novas invasões ao local.
Segundo o governo, 89% das famílias aderiram ao Plano de Atendimento Habitacional. Do total de 854 famílias, 609 já estão habilitadas e aptas para assinar um contrato com o CDHU e deixar a Favela do Moinho para um local mais adequado.









