As empresas que operam o transporte de ônibus em São Paulo têm até sexta-feira (12), para quitar o 13º salário de todos os funcionários. Caso contrário, os motoristas e cobradores ameaçam uma nova paralisação, como a que aconteceu no final da tarde desta última terça-feira (10), na capital paulista.
Tudo aconteceu porque as empresas de ônibus divulgaram uma carta, com assinatura de alguns empresários, pedindo a postergação do pagamento do 13º salário. E foi justamente isso que causou a revolta na categoria.
No entanto, a paralisação aconteceu sem aviso prévio, o que gerou caos entre a população. Ainda mais por ser horário de pico na capital paulista.
Prefeitura ameaça cortar empresas de ônibus

Além da greve sem aviso prévio, ainda teve a questão financeira, do risco de não pagamento aos funcionários. Desta maneira, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ameaçou cortar as empresas do transporte público que não cumprirem as obrigações.
Segundo ele, todos os repasses da prefeitura às empresas estão “rigorosamente em dia”. Portanto, não haveria motivo para o atraso de pagamento dos funcionários.
A empresa que não honrar o pagamento do 13º no dia 12, será notificada no dia 13 para início imediato do processo de caducidade. Ela será retirada do sistema
No final da tarde de quarta, o prefeito se reuniu em seu gabinete, de forma emergencial, com representantes das empresas e do sindicato da categoria. Assim, conseguiram contornar a situação e, na manhã desta quarta, a operação já estava totalmente normalizada nos terminais e pontos de ônibus de São Paulo.
César Augusto da Fonseca, porta-voz das empresas de transporte coletivo, reconheceu o erro na divulgação da carta. “Foi um mal-entendido da nossa parte. Nós vamos pagar dia 12, como acordado”, disse.
A greve da última quarta atingiu 15 das 32 empresas que fazem o transporte de passageiros em São Paulo. Com mais de 11 milhões de habitantes, a capital paulista depende muito desse meio de transporte.
Cidade bate recorde de congestionamento
Por fim, a greve das empresas de ônibus atingiu metade dos ônibus da cidade, de acordo com o aplicativo Cittamobi. Além disso, a cidade bateu o recorde de trânsito neste ano, com 1.486 quilômetros de lentidão por todas as partes da cidade.
Consequentemente, a greve instaurou o caos no trânsito, plataformas de embarque e pontos de ônibus. Ainda mais por ser final de ano, a movimentação de pessoas no comércio também é grande e a população está de alerta ligado pelo risco de uma nova paralisação.









