O Conselho de Ética da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) cancelou, por falta de quórum, nesta terça-feira (9), a sessão que iria analisar a possibilidade de desarquivar o processo contra o deputado Lucas Bove (PL). Ele é acusado de violência doméstica contra a ex-mulher, Cíntia Chagas, e corre o risco de enfrentar um processo de cassação no Legislativo.
Inicialmente, a sessão aconteceria a partir das 10h. No entanto, apenas três dos nove membros do conselho foram à reunião. Com isso, o presidente Delegado Olim (PP), teve que adiar – os seis deputados estaduais que faltaram são próximos e aliados a Lucas Bove.
No entanto, a reunião cancelada nesta terça não trataria apenas desse assunto. Inclusive, teria uma representação feita também por Bove contra as deputadas Mônica Seixas e Paula da Bancada Feministas, que representaram contra o mesmo por falta de decoro.
Conselho para análise contra Bove tem dois opositores

Nesta terça-feira, além do deputado Olim, presidente do Conselho de Ética, outros dois parlamentares compareceram. E ambos são adversários políticos de Lucas Bove: Emídio de Souza (PT) e Paula da Bancada Feminista (PSOL).
Carlão Pignatari (PSDB), Altair Moraes (Republicanos), Rafael Saraiva (União Brasil), Eduardo Nóbrega (Podemos) e Oséias de Madureira (PSD) foram os deputados que não compareceram à reunião. Já Carlos Cezar (PL), que também inicialmente era membro da conselho, renunciou ao cargo no dia 27 de novembro, quando acabou nomeado para atuar no TCE (Tribunal de Contas do Estado). Por isso, ainda não tem um substituto no Conselho de Ética.
Agora, uma nova data deverá ser marcada para que o grupo se reúna e decida o futuro do parlamentar.
Pela legislação, apenas o Conselho de Ética tem o poder de analisar e julgar as ações dos demais parlamentares. E, em caso de acato, irá para votação em plenário para definir ser haverá ou não cassação.
Primeira denúncia foi arquivada
Essa é a segunda denúncia contra Lucas Bove na Comissão de Ética da Alesp por quebra de decoro parlamentar. Na primeira, pelo mesmo motivo de agressão contra a mulher, acabou absolvido por seis votos a um.
No entanto, em outubro deste ano, o MP (Ministério Público) de São Paulo denunciou o parlamentar por violência física, psicológica e ameaça contra a ex-mulher. O casamento dele com a influenciadora digital, em 2024, durou apenas três meses, quando Cíntia o denunciou por agressões.
Em nota, a defesa do deputado estadual negou qualquer tipo de agressão à ex-esposa dele.
“O Deputado Lucas Diez Bove, através de sua defesa, esclarece que recebeu com enorme surpresa não só o oferecimento de denúncia, mas especialmente o descabido pedido de prisão formulado, já que inexistem razões, pressupostos e ou requisitos para a cogitação ou adoção dessa medida. Novamente a defesa reitera que continua não se conformando com o vazamento contínuo de informações a respeito do processo, que possui segredo e sigilo judicial e é alvo de comentários da citada Cintia Maria Chagas, onde ela sempre desrespeitou a ordem judicial que existe contra si e que reiteradamente é descumprida. A defesa já se manifestou nos autos, formalmente, contra o pedido formulado pelo Ministério Público, e, agora reafirma que nosso cliente confia na Justiça e continuará empenhado a comprovar que não praticou crime algum, respeitando, como sempre fez, o que e o quanto determinado”, disse a defesa de Lucas Bove.









