Jamais tiraria a própria vida. Assim, Marinalva Vieira, mãe da policial militar Gisele Alves Santana, 32 anos, crava que a filha não se matou no dia 18 de fevereiro, última quarta-feira, em São Paulo. A PM foi encontrada sem vida no quarto do apartamento onde morava, no bairro do Brás, na capital paulista.
Inicialmente, a Polícia Civil registrou o caso como suicídio consumado, mas depois mudou para morte suspeita. Na oportunidade, Gisele estava em casa com o marido, tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos que a teria socorrido e, ao menos por enquanto, não é apontado como suspeito.
Mas, o pior para a família foi o fato de ter deixado uma filha de 7 anos órfã. A criança é fruto de um relacionamento anterior da policial militar.
Mãe de Gisele fala em sonhos interrompidos

Em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (23), a mãe de Gisele Alves falou firmemente sobre a tragédia familiar. E voltou a destacar o que já disse em depoimento, de que a filha não iria jamais tirar a própria vida. No entanto, não fez nenhum tipo de acusação.
Jamais tiraria a própria vida. Ela tinha sonhos e planos. O sonho dela era viver e dar o melhor para a filha. Era muito amorosa. Só tinha amor e amava a vida, e todo dia minha filha dizia que sofria violência psicológica
No boletim de ocorrência, consta que o tenente-coronel estava no apartamento, tomando banho. Naquele momento, teria ouvido um barulho e, ao sair do banheiro, viu a mulher caída no chão e sangrando muito, com uma arma nas mãos. Inclusive, essa arma pertencia a Neto.
Como no depoimento a mãe de Gisele falou sobre a violência psicológica que vivia, o caso passou a ser investigado como morte suspeita. Em depoimento, o tenente-coronel confirma que o relacionamento dos dois era conturbado.
Inclusive, disse que naquele dia, propôs a separação para a esposa. Ele disse ainda que muitas vezes discutiam e que passaram a dormir em quartos separados.
Carreira na PM começou em 2014
Na entrevista, a mãe de Gisele ainda destacou que a filha ingressou na PM em 2014 e que sempre foi um grande sonho. “Eu dei a maior força quando ela começou. Ela ficou muito feliz com a conquista”, disse.
Em outro ponto da entrevista, lembrou que a filha sempre foi vaidosa e que gostava de se vestir bem. Mas, isso seria um dos motivos das brigas com o marido, que a proibia de passar batom e andar com sapato de salto alto.
“Ela o conheceu no primeiro batalhão. Pelas coisas que comentava, eu já via que não ia dar certo desde o começo. Fui dando conselhos, alertando, mas não teve jeito”, afirmou.
Por fim, dias antes de Gisele morrer, já havia pedido ajuda dos familiares para a separação. “Ela ligou chorando e disse: ‘pai, vem me buscar’”, contou José Simonal Teles de Santana, pai da PM, que iria assumir um cargo no Tribunal de Justiça e que estaria animada com a proposta. No entanto, a morte de Gisele interrompeu todos os sonhos e ela foi enterrada no último dia 20, em Suzano, na Grande São Paulo. Esse caso é investigado pelo 8º DP (Distrito Policial), no Brás.









