O manobrista da academia era o responsável também pela manutenção da piscina onde Juliana Faustino Bassetto, 27, morreu ao passar mal e ser intoxicada por produto químico. Quem afirma é o delegado Alexandre Bento, do 42º DP (Distrito Policial), de São Paulo, que investiga o caso ocorrido na região leste da capital paulista.
Ela, que frequentava o lugar há vários anos, passou mal logo após entrar na piscina, assim como o marido, Vinícius de Oliveira, e outro adolescente de 14 anos. O caso aconteceu na manhã de sábado (7), mas as outras duas vítimas sobreviveram e estão internadas em estado grave no hospital.
Por sua vez, Juliana não conseguiu se recuperar e acabou morrendo ainda no sábado. Ela seria enterrada ainda nesta segunda-feira (9).
Mistura de produtos na piscina teria causado morte, diz polícia

Ainda segundo a polícia, após a realização da perícia no local, se constatou que havia uma mistura entre diversos produtos químicos. Isso causou a reação que liberou gases e ocasionou na intoxicação.
Segundo o delegado responsável pelo caso, esse gás asfixiou as pessoas na piscina por conta da queima das vias aéreas. Assim, causou bolhas no pulmão das pessoas e, para Juliana, foi fatal.
Mas, ainda não se sabe ao certo qual produto foi utilizado. Além disso, o delegado disse que não houve nenhum tipo de colaboração por parte da academia C4 Gym, que funciona no Parque São Lucas. De acordo com Bento, eles não deram satisfação e também ainda não foi possível encontrar o manobrista e nem quem faria a mistura desses produtos químicos.
Por conta da gravidade, Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. No dia do acidente, o marido pulou na água e já se sentiu mal e avisou a esposa, mas ela já havia também entrado na água.
Academia é interditada
Agora, a subprefeitura da Vila Prudente anunciou que interditou, de forma preventiva, a academia na zona leste. Antes, já teve a interdição por parte da Vigilância Sanitária municipal por causa da intoxicação na piscina.
Essa situação foi tão grave que, para fazer a perícia, os agentes precisaram de equipamentos de proteção, apoio dos bombeiros e ainda abriram as janelas. Ainda assim, não dá para se concluir oficialmente o que de fato causou a intoxicação nas pessoas.
Por fim, a família de Juliana, que morreu após entrar na piscina, pede justiça. Enquanto isso, o marido e o outro menino de 14 anos seguem no hospital e tentam se recuperar do problema causado na academia. Nas redes sociais, a academia lamentou a morte da aluna e disse que está colaborando com as investigações.









