O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou suas redes sociais para se manifestar sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes no dia 28. Na oportunidade, foram 117 suspeitos que morreram, além de quatro policiais que perderam as suas vidas em confronto contra membros da facção criminosa Comando Vermelho.
Vale lembrar que Tarcísio de Freitas é do Rio de Janeiro, mas tem domicílio eleitoral no estado de São Paulo. Alinhado com o governador carioca Claudio Castro (PL), defendeu as ações e alertou sobre o risco do crime organizado no país.
“Temos afirmado que a atuação do crime organizado é, hoje, o principal risco ao Brasil, maior até do que o risco fiscal”, disse o governador de São Paulo em seu Instagram.
Tarcísio teme avanço do tráfico de drogas

Em sua postagem, Tarcísio de Freitas destaca que o que se vê no Rio de Janeiro é a exposição de um problema antigo. No caso, o avanço do tráfico de drogas como um poder paralelo, que desafia o estado.
Depois, o governador destacou que a ação é complexa e defendeu a atuação do colega no Rio. “Não há solução simplista. Não é mais admissível que cidadãos sejam obrigados a abandonar suas casas ou seus negócios por ordem de criminosos. Tampouco é aceitável a existência de barricadas que delimitam territórios onde traficantes se tornam soberanos, impondo e vendendo produtos e serviços que deveriam ser de livre escolha de qualquer pessoa”, escreveu.
Além disso, o governador de São Paulo destacou que é inimaginável que os criminosos ‘não sabem o que fazem’. E também rechaçou a possibilidade de serem ‘vítimas da sociedade’. Na postagem, Tarcísio de Freitas ainda lembrou que esses criminosos impõem o ‘terror’ contra o estado e ainda escravizam as pessoas, fazendo muitas famílias sofrerem. “O enfrentamento exige presença, integração, inteligência e coragem”, escreveu.
Governador diz ser necessário ter convicção
Depois, Tarcísio de Freitas disse que é fundamental conhecer a dimensão territorial do problema. E que tudo só será possível quando se tem ‘convicção’ do que está fazendo.
Ele também abordou a falha do Estado brasileiro nas fronteiras, ao não impedir a entrada de armas e drogas. Ainda citou o problema da lavagem de dinheiro e financiamento do crime.
“Por que é tão fácil operar ilegalmente no setor de combustíveis? E por que ainda não aprovamos regras mais duras para o devedor contumaz?”, questionou Tarcísio. “Minha solidariedade ao governador Cláudio Castro, às famílias dos policiais que tombaram heroicamente em combate e à população que sofre as consequências dessa violência desmedida”, finalizou.
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