A nova sede do governo de São Paulo, com custo previsto de R$ 6,1 bilhões, já tem a empresa que será responsável pelo projeto. No caso, se trata do Consórcio MEZ-RZK Novo Centro, após vencer o leilão desta quinta-feira (26), na capital paulista, que irá explorar a concessão do espaço por 30 anos.
Agora, essa obra deverá ficar pronta até 2030, conforme previsão do edital. Desta maneira, a nova sede do governo paulista precisa estar entregue em até quatro anos.
Atualmente, o projeto é uma das principais bandeiras políticas do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na prática, a proposta pretende tirar o governo do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, e reunir todas as secretarias e serviços do estado no complexo na Praça Santa Isabel, na região do Campo Limpo.
Consórcio oferece mais desconto para construção da sede do governo

No leilão desta quinta, o consórcio vencedor propôs desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública. E isso será pago pelo governo paulista irá pagar pela nova sede durante 30 anos de concessão.
Desta maneira, como o valor máximo da obra seria de R$ 76,6 milhões, o desconto baixou para R$ 69,2 milhões. E, nos próximos quatro anos, o megacomplexo administrativo deverá ficar pronto.
Essa obra acontecerá através da chamada PPP (Parceria Público-Privada), ou seja, o governo paga metade do valor, cerca de R$ 3,4 bilhões, com dinheiro público do Tesouro do Estado. E o consórcio vencedor é formado pelas seguintes empresas: construtoras Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property.
Neste período de concessão, o conglomerado de empresas poderá explorar o espaço comercialmente. E isso inclui lojas, restaurantes, estacionamento e até os quiosques que surgirão e estão previstos no projeto.
No leilão desta quinta, o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu disputa com o Consórcio Acciona-Construcap. Apenas as duas haviam manifestado interesse no megaprojeto do governo.
O que ela irá construir
Ainda segundo o edital do leilão para a nova sede do governo, a concessionária vencedora terá que construir sete edifícios e mais dez torres. Neste espaço, ficará o gabinete do governador e mais 28 secretarias e demais órgãos estaduais.
Além disso, terá que restaurar 17 casarões antigos e tombados naquela região e que também farão parte do complexo.
Por fim, ainda ficará responsável pela desapropriação de residências e indenizar as famílias, em valor estimado de R$ 500 milhões. Neste caso, também começa a polêmica, já que 600 famílias terão que deixar o local e muitos não gostariam de ter que sair. Tanto é que, durante o leilão na B3, houve protestos de moradores do lado de fora, com cerca de 30 pessoas.
No momento, o governo de São Paulo tem 22 mil servidores espalhados por mais de 40 endereços na cidade. Agora, a ideia é reunir todos os serviços em uma única sede.
No ano passado, o escritório Ópera Quatro Arquitetura, liderado por Pblo Chakur, venceu concurso nacional e ficará responsável pelo projeto arquitetônico. A nova sede irá ocupar área de quatro quadras, ficando entre a Rua Conselheiro Nébias e a Alameda Barão de Piracicaba. E terá espaços como teatros, auditórios e sala multiuso.








