O orçamento previsto para a cidade de São Paulo deverá ficar em R$ 136,6 bilhões em 2026. Isso acontece após a aprovação em primeiro turno na noite desta última quarta-feira (3), na Câmara Municipal. Ainda haverá uma segunda votação até o dia 17 de dezembro, data da última sessão ordinária do ano.
Inicialmente a previsão era de R$ 135,4 bilhões, mas o relatório da Comissão de Finanças e Orçamento aperfeiçoou a PL 1169/2025, que trata do assunto. Assim, os membros da comissão aprovaram esse aumento, baseado na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que orienta a LOA (Lei Orçamentária Anual), do ano seguinte.
Se esse valor realmente for aprovado, será o maior da história da capital paulista. Para 2025, o valor ficou em R$ 125,7 bilhões, ou seja, para 2026, será cerca de R$ 10 bilhões acima
Orçamento aprovado em votação simbólica

A aprovação do orçamento em primeiro turno veio após votação simbólica. Anualmente, a prefeitura envia a proposta de LOA para a Câmara votar a aprovar até a última sessão do ano. Caso não aconteça, a lei determina que se mantenha o valor do ano anterior, acrescido da inflação do período.
O relator do projeto para 2026 é o vereador Marcelo Messias (MDB), da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na sessão desta quarta, ele ainda destacou a realização de 16 audiências públicas, sendo dez delas temáticas, quatro regionais e duas gerais.
Agora, o orçamento para 2026, caso aprovado no valor, terá R$ 25 bilhões destinados apenas para a Secretaria de Saúde, como prevê a Constituição. Já a Educação será a maior beneficiada, com R$ 30 bilhões de orçamento.
Além disso, haverá R$ 43 bilhões reservados para o pagamento de servidores e R$ 17 bilhões para investimentos diretos. Já o setor de segurança pública, um tema sempre delicado na capital, terá R$ 1,8 bilhão, enquanto outros R$ 6,6 bilhões irão para a habitação. E o relator ainda agradeceu o empenho dos demais colegas e da população nas audiências públicas.
Foram várias noites de sono perdidas para poder trazer um relatório de extrema importância para, principalmente, transformar a realidade das pessoas mais simples do nosso município
Vereadores se posicionaram contra
Alguns vereadores, apesar da votação simbólica, se posicionaram contra o orçamento aprovado em primeiro turno. Por exemplo, o vereador Lucas Pavanato (PL), disse que algumas verbas previstas vão contra a ideologia da direita e dos seus eleitores.
Além disso, toda a bancada do PSOL, composta pelos vereadores Luana Alves, Keit Lima, Silvia da Bancada Feminista e Professor Toninho Vespoli, foram contra. Eles argumentam que há uma previsão de R$ 140 bilhões de gastos para 2026
Embora a votação tenha sido simbólica, alguns parlamentares se posicionaram contrariamente ao projeto do orçamento. O vereador Lucas Pavanato (PL) não concordou com a proposta. Ele argumentou que parte da destinação das verbas previstas no projeto vai contra a ideologia política dele. “Se nós, nesta Casa, aprovarmos o projeto do jeito que está, que estão os textos, nós vereadores voltados para a direita, nós vereadores conservadores, eleitos com voto conservador, estaremos também traindo o nosso eleitorado”.
Por fim, a Câmara também aprovou em primeiro turno o PPA (Plano Plurianial), que prevê o orçamento para o quadriênio 2026/2029. Desta vez, a previsão para o período é de R$ 583,7 bilhões, ou seja, 66% acima do PPA anterior. O PPA é importante para servir como base e referência ao orçamento anual de uma cidade. Assim como São Paulo, todos os outros municípios também votam o PPA.









