Nem as lojas de brinquedos escapam: nesta quarta-feira (22), o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Fazenda iniciaram uma ofensiva contra comércios que funcionam em shoppings de São Paulo e Região Metropolitana. Essas lojas são suspeitas de serem usadas como lavagem de dinheiro pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que surgiu nos presídios paulistas no início da década de 1990.
Batizada de Operação Plush, em alusão aos bichinhos de pelúcia vendidos em lojas, a ação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), teve seis mandados de busca e apreensão e teve também autorização do poder Judiciário. Todos eles aconteceram em shoppings e visam membros do PCC
As ações foram realizadas em lojas que ficam no Shopping Internacional, em Guarulhos, Shopping Center Norte e Mooca Plaza Shopping, na capital, e Shopping ABC, em Santo André. No entanto, segundo a polícia, os centros de compra não têm envolvimento nas ações, apenas as lojas.
Meta é desarticular lavagem de dinheiro do PCC

Segundo a Polícia Civil, a principal meta dessa ação na Grande São Paulo é desmantelar esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Esse dinheiro seria proveniente de diversas atividades ilícitas, especialmente o tráfico de drogas.
Dos seis mandados de busca e apreensão, quatro deles foram nos shoppings. Além disso, também houve o sequestro de R$ 4,3 milhões em bens, também autorizado pela Justiça. E a ideia é garantir valores suficientes para possíveis reparações de dano e pagamento de custas processuais, além das chamadas penas pecuniárias.
De acordo com a Justiça, os alvos da ação desta quarta são ligados a Claudio Marcos de Almeida, o ‘Django’. Ele é famoso no meio policial por conta do envolvimento com tráfico de drogas e armas, embora já tenha sido assassinado há três anos e meio, durante disputa de organizações criminosas.
Nesta ação atual, a investigação foi em cima da ex-companheira de Django, além da irmã dele. Isso porque, embora possuam ocupação formal declarada, fizeram muitos investimentos considerados altos em uma rede de franquias, com quatro lojas de brinquedos.
Nome de Django já surgiu em operação de 2024
Além da ação contra lavagem de dinheiro do PCC em lojas de brinquedo em São Paulo, o nome de Django já surgiu em 2024, durante a Operação Fim da Linha, realizada em abril daquele ano.
Isso porque ele era suspeito de ter sido cotista da UPBUS, uma empresa de ônibus que prestava serviço na capital. No entanto, a mesma empresa teria sido utilizada por membros do PCC para esquentar diversos valores que surgiram de práticas ilícitas da organização criminosa.









