Sérgio Antonio Lopes, 60 anos, piloto da Latam preso na segunda-feira (9), pagava entre R$ 30 e R$ 100 por imagens de p0rnogr@fia infantil. Isso é o que aponta a investigação conduzia pela Operação ‘Apertem os Cintos’, que culminou com a detenção dele no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Na oportunidade, o piloto se preparava para embarcar para o Rio de Janeiro, em mais uma ponte aérea. Segundo a polícia, a prisão aconteceu no aeroporto por conta da dificuldade em encontra Sérgio em sua casa, na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. E a aeronave já estava pronta para decolar.
Além de pagar até R$ 100 por fotos, ele também ajudava diversas famílias das vítimas. Por exemplo, ajudava apagar aluguel e ainda dava televisões e outros eletrodomésticos, em troca da anuência para cometer esses @bus0s contra as vítimas.
Piloto mantinha rede criminosa, diz investigação
De acordo com as investigações, ainda em andamento, o piloto Sérgio Lopes tinha uma rede criminosa para esse tipo de exploração a crianças e adolescentes. Isso porque ele armazenava o material p0rnogr@fic0 e ia a motéis com menores de idade utilizando RG falsificado.
Inclusive, uma mulher de 55 anos também foi presa nesta segunda, em casa, em Guararema, suspeita de receber para ‘vender’ as duas netas. Outra mulher, mãe de outra vítima, que enviava vídeos para Sérgio, também foi presa na operação desta última segunda.
No total, quatro pessoas são investigadas e a ação teve a participação de 32 policiais e 13 viaturas. Entre os crimes investigados estão o 4stupr0, aliciamento de criança, favorecimento de pr0stituição e compartilhamento de p0rnogr@fia infantil.
Segundo a Polícia Civil, a investigação contra o piloto e os demais envolvidos durou cerca de três meses. E a avó presa na segunda tinha três netas, todas vítimas do esquema. Muitas das fotos eram enviadas através do Whatsapp para o suspeito, que é casado e tem filhos.
Polícia apreende veículo do suspeito

Ainda nesta segunda-feira (9), a Polícia Civil também apreendeu um carro, modelo Mercedes-Benz, de cor prata, pertencente ao piloto Sérgio Antônio Lopes. Isso aconteceu porque uma das vítimas teria reconhecido o veículo, o qual ele usava para ir aos motéis.
Nesse esquema, o criminoso sempre se aproximava de algum familiar da vítima, muitas vezes de baixa renda, e deixava claro o que ele queria. Agora, com o carro apreendido, novas provas contra o piloto deverão surgir e até mesmo novas vítimas poderão ser identificadas pelos investigadores deste caso que chamou a atenção da opinião pública neste início de semana.









