Vaidoso, alegre e amante das artes. Assim era Romeu Maccione Neto, 75 anos, funcionário público aposentado vítima das chuvas em São Paulo. No último domingo (25), no dia do aniversário da cidade, ele tentou salvar o seu carro, na Vila Guilherme, mas acabou arrastado pela correnteza, em frente onde morava.
Apesar do socorro rápido do Corpo de Bombeiros, ele não resistiu e morreu no local, afogado. E, junto com Romeu, a enxurrada causada pela chuva levou também um homem alegre e de bem com a vida, segundo os familiares. Essa tragédia aconteceu na Rua Piatá e chegou a ser registrada por câmeras de segurança das casas da rua.
Aliás, ele é a terceira vítima fatal na cidade de São Paulo pelo mesmo motivo em pouco mais de uma semana. No dia 16, um casal também acabou arrastado na zona sul da cidade, quando não conseguiram sair do carro.
Romeu Maccione era funcionário público aposentado

Romeu Maccione era um funcionário público aposentado que apenas queria curtir a vida. Na hora do acidente, um funcionário de um posto de combustível perto ainda tentou ajudar, junto com um cliente, mas foi em vão.
Solteiro, ele deixou uma irmã e dois sobrinhos. O enterro dele seria realizado ainda nesta terça-feira (27), no Cemitério do Horto Florestal, em São Paulo.
Além de funcionário público aposentado, a vítima também era um ator de teatro e pesquisava a história das cantoras brasileiras de rádio. Inclusive, era um apaixonado pela chamada ‘era de ouro’ do rádio brasileiro.
Aliás, ele tinha uma dedicação paralela a esse mundo, durante os tempos em que atuou como funcionário público na prefeitura de São Paulo. Em entrevista ao portal de notícias g1, um dos sobrinhos, Marcos Maccione, que morava com ele, lembrou que o tio era muito fã de Emilinha Borba e Dalva de Oliveira, duas grandes ícones entre as grandes cantoras de rádio.
Durante a entrevista, o sobrinho ainda revelou que Romeu Maccione deixou uma grande coleção de discos de vinil.
Servidor dava palestras sobre o assunto
Após se aposentar do serviço público, Romeu Maccione passou a dedicar mais tempo ao que realmente amava. E se tornou uma referência na história do rádio brasileiro quando começou a dar algumas palestras sobre o tema.
Recentemente, em novembro, foi convidado do evento “Revisitando Frequências: A Era do Rádio”, que aconteceu no Sesc Guarulhos, da vizinha cidade da Grande São Paulo.
Durante toda a vida, viveu em bairros da zona norte da capital paulista, como Santana e Vila Maria. E, enquanto trabalhava no Mercadão de São Paulo, também fez peças de teatro amador, tanto de comédia quanto de drama.
Por fim, Romeu também fez peças em escolas públicas da Grande São Paulo, voltadas para crianças. Ele era também muito vaidoso, a ponto de pintar a própria barba. Agora, deixará saudades.









