Romeu Maccione Neto, de 75 anos, é mais uma vítima da fúria da natureza em São Paulo. Ao tentar salvar o seu carro de um alagamento, acabou levado junto e não resistiu.
O caso aconteceu na tarde deste último domingo (25), na Rua Piatá, Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Romeu Maccione, que mora na rua, acabou surpreendido pela enxurrada.
Na oportunidade, o idoso certamente não esperava que a água estivesse tão forte. E, na tentativa de salvar um bem que lutou muito para conquistar, acabou perdendo a própria vida.
Romeu teve corpo achado embaixo de outro carro

No boletim de ocorrência, o registro é justamente sobre o idoso que tentava tirar o carro de área alagada, mas sem conseguir. De acordo com relatos de um frentista do posto de combustível perto, foi possível ver seu Romeu Marccione sendo arrastado pela força da água.
Mas, justamente por conta dessa correnteza forte, não foi possível fazer nada para ajudar a vítima. Apenas momentos depois, conseguiram localizar o corpo da vítima embaixo de outro carro na rua.
E, com a chegada do resgate do Corpo de Bombeiros, se constatou a morte dele no próprio local. Na prática, se torna mais um número nas estatísticas das tragédias causadas pelas chuvas.
Apenas para a família, certamente, não se trata apenas de um número frio. Contudo, de uma pessoa feliz, que sabia aproveitar a vida, mas que não conseguiu vencer a água em mais um dia de fortes chuvas na capital paulista.
Inclusive, o temporal que atingiu a cidade na tarde de domingo gerou muitos transtornos para os paulistanos. Segundo a Enel, distribuidora de energia elétrica, mais de 48 mil imóveis ficaram sem eletricidade no fim da tarde, incluindo as demais cidades de abrangência na Região Metropolitana de São Paulo, levando muitos transtornos para as pessoas. Entre 15h e 18h, a cidade viveu os momentos mais críticos por conta da chuva.
Vítima é a terceira em pouco mais de uma semana
O caso de Romeu Marccione não é isolado. Isso porque, na semana passada, um casal morreu também de forma trágica e em situação parecida, mas na região sul da capital, outro lado da cidade.
Na oportunidade, o motorista de aplicativo Marcos da Mata Ribeiro, 68 anos, e a esposa, a costureira Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos, também foram surpreendidos pela correnteza, no último dia 16 de janeiro.
Mas, não conseguiram deixar o carro e ficaram desaparecidos. No caso dele, acabou encontrado no dia seguinte, a um quilômetro do local, enquanto o corpo da esposa só foi encontrado no outro dia.
Por fim, no caso de seu Romeu, a morte foi registrada como suspeita. E o enterro acontece no Cemitério do Horto Florestal.









